Nos lucra mais 19% até junho, mas receitas com telecomunicações diminuem

A Nos fechou o primeiro semestre com um sólido crescimento dos lucros. Mas as telecomunicações geraram menos receita no período, queda que foi compensada pelos outros negócios da operadora.

ECO Fast
  • A Nos registou um lucro de 139,5 milhões de euros até junho, um aumento de 19,2% em relação ao ano anterior.
  • Apesar do crescimento no número de clientes, as receitas de telecomunicações caíram 0,7%, enquanto a unidade Empresarial apresentou resultados positivos em Telecomunicações e TI.
  • A adoção de inteligência artificial tem gerado eficiência operacional, contribuindo para o aumento da margem EBITDA.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

A Nos NOS 0,62% lucrou 139,5 milhões de euros até junho, mais 19,2% do que no mesmo período do ano anterior. Excluindo efeitos não recorrentes, como proveitos com a venda de torres e “ganhos” com processos judiciais, o lucro da empresa subiu 13,7%, para 128,1 milhões de euros. A informação foi divulgada esta quinta-feira aos investidores via Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Este crescimento do resultado líquido da Nos observou-se num período em que, apesar do aumento da base de clientes, as receitas de telecomunicações caíram 0,7%, num “contexto competitivo muito desafiante”, admite o CEO, Miguel Almeida, citado em comunicado – especificamente, 0,5%, quando contabilizado apenas o consumo. Em compensação, a empresa, que também cresceu em clientes empresariais, obteve mais receitas com serviços de tecnologia, e “o maior volume de sucessos de bilheteira” impulsionou a performance do negócio dos cinemas.

As receitas consolidadas continuam pressionadas pela unidade de negócio Consumo, impactada por um mercado que se mantém excecionalmente competitivo.

Na unidade Empresarial, tanto o segmento de Telecomunicações como o segmento de TI apresentaram um crescimento positivo, o que permitiu manter as receitas consolidadas ao nível do mesmo período do ano anterior.

Miguel Almeida

CEO da Nos

“IA continua a gerar eficiência operacional”

“A transformação suportada em inteligência artificial continua a gerar eficiência operacional, reforçando os ganhos de produtividade que sustentam a expansão da margem EBITDA e da rentabilidade”, diz o presidente executivo, referindo-se ao lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações. Este indicador avançou 2,3% no semestre, para 409,3 milhões de euros, com a margem a melhorar 0,6 pontos percentuais, para 44,6%.

Sobre essa transformação, a empresa destaca que a “adoção generalizada de inteligência artificial” lhe permitiu “implementar iniciativas disruptivas, que se traduziram em melhorias de processos e ganhos de eficiência em áreas críticas”.

Os custos operacionais, excluindo amortizações, baixaram 0,1%, para 509,2 milhões de euros. A dívida líquida reduziu-se em 4,5%, para 1,7 mil milhões de euros.

Mais clientes, mas menos receita

Num setor em que a entrada da Digi tem pressionado a receita média por utilizador – tendência que também foi evidente nos resultados da Meo no primeiro trimestre –, a Nos obteve ligeiramente menos receita com telecomunicações (782,2 milhões de euros), mas adicionou 229,2 mil clientes, um aumento de 2,1% da base.

A maioria das adições líquidas foi no móvel, que contabilizou 206,1 mil novos serviços, mais 3,7% do que no semestre homólogo. A empresa destaca, em particular, o aumento de 3,1%, ou 53,3 mil, do número de empresas às quais presta serviços, para um total de 1,7 milhões.

No segmento de tecnologia (TI), que é “a nova aposta do grupo” – principalmente depois da aquisição da Claranet em março de 2025 –, a companhia alcançou um importante crescimento de 13,4% das receitas, que alcançam já os 103,5 milhões de euros, crítico para manter a receita consolidada em terreno positivo.

Quanto ao cinema e audiovisuais, “o maior volume de sucessos de bilheteira ao longo do semestre” foi determinante para a melhoria de 3,2% da receita, para 50,5 milhões de euros. A Nos destaca ainda que distribuiu “vários filmes no top dos mais vistos” ao longo do período.

“Entramos na segunda metade do ano com a expectativa de manter esta trajetória: o mesmo padrão de disciplina financeira, eficiência operacional e conversão crescente de cash flow que caracterizou o primeiro trimestre”, assegura o CEO da Nos.

(Notícia atualizada pela última vez às 17h05)

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