MP deixa PJ fora da investigação ao caso do atrelado que apareceu na Construbarcelos
DIAP de Lisboa tem a incumbência de investigar o caso que envolve suspeitas de abuso de poder e descaminho e que implica empreiteiro próximo do atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.
A investigação ao caso do atrelado apreendido pela polícia, que foi encontrado à guarda da Construbarcelos, vai ser conduzida diretamente pelo Ministério Público, mais concretamente pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa. A notícia foi avançada esta quarta-feira pelo Expresso.
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“A investigação encontra-se a cargo do Ministério Público deste departamento e não será, por ora, delegada em qualquer órgão de polícia criminal”, disse ao jornal fonte oficial da Procuradoria-Geral da República (PGR). A informação surge depois de o mesmo jornal, citando fonte judicial, ter publicado que a primeira averiguação ao caso encontrou indícios da prática de crimes de abuso de poder e descaminho.
Em causa está uma investigação para apurar as circunstâncias em que um atrelado apreendido pela Polícia Judiciária (PJ) numa operação contra o tráfico de droga, que desapareceu de instalações policiais, foi recentemente encontrado atracado a um camião da Construbarcelos, a empresa de construção do amigo do ex-diretor nacional da PJ e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves, com a qual a PJ celebrou quase duas dezenas de contratos entre 2019 e 2025, e que também está a realizar obras pessoais do atual governante.
A ‘galera’, que precisa de um camião para se deslocar e continha milhares de litros de acetona que seriam usados para fabricar droga, foi entretanto recuperada pela polícia. A resposta da PGR indicia, contudo, que este órgão de investigação criminal foi deixado de fora da investigação.
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