Exclusivo PPR do Estado cresce 7,2% em seis meses para mais de 76 milhões de euros
Entre janeiro e junho, o Fundo dos Certificados de Reforma rendeu 3,63% e conquistou mais aforradores, com os aderentes ativos a crescerem 4,7% para 8.602 contribuintes.
- O Fundo dos Certificados de Reforma terminou o primeiro semestre de 2026 com 76,3 milhões de euros sob gestão, mais 7,2% do que no final do ano passado.
- A rendibilidade alcançada entre janeiro e junho foi de 3,63%, um valor superior aos 0,72% registados no mesmo período de 2025 e aos 3,19% de todo o ano passado.
- O número de aderentes ativos cresceu 4,7% no semestre, para 8.602 contribuintes, enquanto as subscrições líquidas de resgates aumentaram 57,2%.
O Fundo dos Certificados de Reforma (FCR), conhecido também por “PPR do Estado”, terminou o primeiro semestre de 2026 com 76,3 milhões de euros sob gestão, um crescimento de 7,2% face aos 71,2 milhões de euros registados no final de 2025.
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Esta evolução foi também acompanhada por um aumento da popularidade do FCR junto dos investidores, que ficou espelhado por um aumento de 4,7% do número de aderentes ativos (que fazem subscrições regulares para o fundo) nos primeiros seis meses do ano para 8.602 contribuintes, de um grupo de mais de 12 mil investidores.
Além disso, também as subscrições líquidas de resgates aumentaram 57,2% face ao mesmo período do ano passado, contabilizando mais de 2,45 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano — um montante apenas 8,6% abaixo do valor total de subscrições líquidas de resgates registados em 2023.
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Os resultados alcançados nos primeiros seis meses pela equipa de gestão do FCR, liderada por José Vidrago, presidente do Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social (IGFCSS), foi capaz de entregar uma rendibilidade de 3,63% no primeiro semestre, que compara com os 0,72% no mesmo período de 2025 e com 3,19% no total do ano passado.
Os dados mais recentes do “PPR do Estado” revelam ainda que, entre janeiro e junho, foram adicionados 154 beneficiários do FCR aos mais de 3.600 que existiam no final de 2025, sendo que dois desses beneficiários optaram por receber um complemento mensal e os restantes 152 resgataram o capital acumulado de uma só vez.
Limites de investimento continuam a condicionar gestão do FCR
O PPR do Estado integra o Regime Público de Capitalização, um sistema complementar à Segurança Social gerido pelo IGFCSS, sendo a adesão voluntária e está disponível para qualquer pessoa que esteja a trabalhar e abrangida por um sistema de proteção social obrigatório, seja através da Segurança Social, da Caixa Geral de Aposentações, da Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores ou do Seguro Social Voluntário.
Quem adere ao regime escolhe uma taxa contributiva de 2% ou 4% do rendimento mensal, podendo optar também por 6% caso tenha mais de 50 anos.
Este valor extra é descontado mensalmente e convertido em certificados de reforma, que se vão capitalizando ao longo do tempo consoante a valorização do fundo. No momento da reforma, por velhice ou por invalidez absoluta, o aderente pode escolher entre receber o capital acumulado de uma só vez ou optar por uma renda mensal vitalícia.
O Fundo dos Certificados de Reforma apresentou uma valorização de 3,6% no primeiro semestre, ficando acima dos 2,5% da rendibilidade nominal anualizada desde a constituição do fundo em 2008.
A política de investimento do FCR tem como objetivo obter rendibilidade no médio e longo prazo através de uma gestão que segue critérios de prudência na afetação dos recursos, em que o processo de decisão sobre a aplicação do capital está sujeito a limites definidos por classe de ativos:
- A dívida pública tem de representar, no mínimo, 50% da carteira, sendo que metade desse montante tem de corresponder a dívida pública portuguesa.
- A dívida privada está limitada a um máximo de 40% do património do fundo.
- E o investimento em ações não pode exceder os 25%.
Estes limites funcionam como uma salvaguarda que impede o fundo de assumir riscos excessivos, condicionando a composição da carteira e explicando, em parte, o perfil moderado de rendibilidade que o FCR tem apresentado desde a sua criação.
A dedução fiscal em sede de IRS constitui outro dos elementos que distingue este produto, com os aderentes com menos de 35 anos a poderem deduzir 20% do montante investido, até ao limite de 400 euros, enquanto quem tem mais de 35 anos vê esse limite fixado em 350 euros, tal como sucede com os planos poupança reforma (PPR).
Entre limites de investimento apertados e uma gestão fortemente condicionada por limites, a equipa de gestão do FCR foi capaz de elevar o património do fundo para mais de 76 milhões de euros por via de uma valorização de 3,6% no primeiro semestre, ficando acima dos 2,5% da rendibilidade nominal anualizada contabilizado desde a constituição do fundo há cerca de oito anos.
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