Exames. Escola Luís de Camões pede ajuda a pais-professores para reapreciações
A Escola Secundária Luís de Camões pediu ajuda a pais que sejam professores para apoiar alunos nos pedidos de reapreciação dos exames, após receber mais de 900 pedidos de consulta das provas.
A Escola Secundária Luís de Camões, em Lisboa, está a pedir ajuda aos encarregados de educação que sejam professores de disciplinas sujeitas a exame nacional para apoiar os alunos no processo de reapreciação das provas, numa altura em que regista um elevado número de pedidos de consulta dos exames.
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Numa mensagem enviada aos pais e encarregados de educação, a que o ECO teve acesso, o diretor da escola, Ricardo Frias, apela aos que sejam também professores para colaborarem na análise das provas e na preparação da fundamentação necessária para os pedidos de reapreciação.
“Se é professor(a) de alguma disciplina sujeita a exame nacional do 11.º ou 12.º ano, e tiver disponibilidade para colaborar, o seu contributo seria muito valioso. A ajuda passaria por apoiar os alunos a perceber se faz sentido avançar com um pedido de reapreciação e, sendo esse o caso, a redigir a argumentação de suporte exigida pelo júri de exames”, lê-se na mensagem.
Se é professor(a) de alguma disciplina sujeita a exame nacional do 11.º ou 12.º ano, e tiver disponibilidade para colaborar, o seu contributo seria muito valioso. A ajuda passaria por apoiar os alunos a perceber se faz sentido avançar com um pedido de reapreciação e, sendo esse o caso, a redigir a argumentação de suporte exigida pelo júri de exames.
A escola justifica o apelo com o elevado volume de pedidos de consulta das provas recebidos após a divulgação das classificações dos exames nacionais. “Estamos a tentar dar resposta aos mais de 900 pedidos de consulta. Neste momento não estamos a conseguir enviar com a celeridade que gostaríamos”, refere a direção.
Na mesma mensagem, a escola relata ainda constrangimentos técnicos no acesso às provas digitalizadas. “Relativamente à consulta dos exames, a plataforma está muito lenta e apresenta alguns erros. Estamos a fazer o nosso melhor e em contacto com o JNE (Júri Nacional de Exames), para adiar o prazo de encerramento da plataforma de recursos“, acrescenta.
Estamos a tentar dar resposta aos mais de 900 pedidos de consulta. Neste momento não estamos a conseguir enviar com a celeridade que gostaríamos.
O apelo da Escola Luís de Camões surge numa altura em que várias entidades do setor antecipam um aumento dos pedidos de reapreciação dos exames nacionais, na sequência da polémica em torno da correção digital das provas.
Em declarações ao ECO, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, considera que este é um procedimento “natural”.
“Algumas escolas constituíram task forces de professores para apoiar os alunos em eventuais pedidos de reapreciação. Acontece todos os anos, mas este ano com maior expressão“, afirmou.
Na semana passada, o responsável já tinha dito ao ECO que o número de pedidos de reapreciação deverá crescer significativamente. “O histórico diz que cerca de 2% dos alunos pedem reapreciação nos anos anteriores. Acho que este número vai aumentar de forma substancial”, afirmou.
Também a Federação Nacional da Educação (FNE) já tinha alertado que o Ministério da Educação devia preparar-se para um “aumento excecional” dos pedidos de reapreciação, admitindo um volume “cinco ou dez vezes superior ao habitual”.
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