Cerealis interessada no negócio de massas da espanhola Gallo
Fundo ProA Capital, que detém a maioria do capital da Pastas Gallo, está a vender a empresa com o apoio da EY. Família Moreira da Silva demonstrou interesse na operação, avança o 'El Confidencial'.
A Cerealis, dona da Nacional e Milaneza, está interessada em comprar a marca espanhola de massas Pastas Gallo. A empresa de Carlos Moreira da Silva e da família Silva Domingues foi uma das que contactou o fundo espanhol ProA Capital, que detém a maioria do capital da Pastas Gallo desde 2019 e está a tentar vendê-la, de acordo com a informação avançada esta terça-feira pelo El Confidencial.
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A sociedade de private equity e capital de risco ProA Capital, uma das maiores em Espanha, contratou a consultora EY para preparar a documentação para a venda da divisão de massas do grupo Gallo, que representa aproximadamente 90% do seu lucro operacional.
Segundo fontes do jornal espanhol, a família Moreira da Silva tem uma longa e afável relação com o fundador e managing partner do fundo, Fernando Ortiz, mas o vendedor ainda não decidiu se vai mesmo lançar um concurso, com o apoio da auditora, para vender a Pastas Gallo ou negociar bilateralmente com os interessados.
Contactada pelo ECO sobre esta operação, a Cerealis não quis prestar comentários.
Em Espanha, a Gallo é uma marca líder na indústria das massas, com praticamente um terço de quota de mercado (29%). O volume de negócios em 2024 foi de 226,5 milhões de euros, o que significou uma queda de 3%, conforme consta nas demonstrações financeiras depositadas no registo comercial.
A primeira e única aquisição internacional do grupo Gallo ocorreu em 2022, quando a holding IPACapital, dona da histórica empresa catalã, comprou uma posição de 95% na italiana ASI Food, especializada em tabuleiros de sushi e refeições prontas refrigeradas de comida asiática.
No primeiro trimestre deste ano, a Cerealis comprou a operação de massas alimentares da também espanhola Cerealto, detida pelos fundos de investimento Afendis e DK, no âmbito de um “processo competitivo internacional” em que estava a concorrer com a Ulusoy, a maior produtora de farinha da Turquia. A transação eleva a faturação do grupo português para perto de 400 milhões de euros e o número de trabalhadores para mais de 900 pessoas.
A Cerealto (ex-Siro) tem sede em Palência e fabrica versões de marca branca para a Mercadona, que as vende ao público sob a insígnia Hacendado.
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