Volkswagen anuncia redução da capacidade de produção em 25% para se adaptar ao mercado
O construtor automóvel alemão Volkswagen vai reduzir a capacidade de produção em 25%, para nove milhões de veículos anuais, e cortar para metade a oferta de modelos.
O construtor automóvel alemão Volkswagen informou que vai reduzir as suas capacidades de produção em 25%, para nove milhões de veículos anuais, para se adaptar ao mercado global e aumento da concorrência.
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A empresa, que tem uma capacidade instalada de 12 milhões de veículos, informou, depois de uma reunião do seu conselho de supervisão com a direção, que também vai reduzir a oferta dos seus modelos automóveis paulatinamente em 50%, concentrando-se nos segmentos de mercado mais atrativos. Este conselho inclui representantes das famílias proprietárias, dos sindicatos e do governo do estado da Baixa Saxónia
A sua oferta de modelos vai diminuir em até 75%, acrescentou o grupo, a que pertencem marcas como VW, Audi, Porsche, Skoda e Seat/Cupra.
Estas medidas, considera o grupo, “vão melhorar a posição resiliente da Volkswagen em um exigente período de transformação da indústria automobilística” e contribuir para manter a Alemanha como localização industrial.
“A empresa enfrenta a próxima fase de transformação com um plano que posiciona o grupo para ser mais resiliente, eficiente e competitivo”, acrescentou-se no comunicado, no qual não se anunciaram mais medidas relativas ao emprego.
Antes, o grupo tinha anunciado a redução de 50 mil empregos na Alemanha até 2030, dos quais 35 mil na marca VW.
Mas, agora, a revista Manager Magazin avançou que o grupo quer intensificar os seus planos de poupança, o que poderia levar à eliminação de cem mil postos de trabalho em todo o mundo, o dobro do anunciado até agora. A revista especificou também que quatro fábricas do grupo na Alemanha poderiam encerrar. Temas que se esperava que o CEO Oliver Blume apresentasse ao conselho, mas tal não aconteceu.
Os analistas da Jefferies, citados pela Reuters, dizem que “não havia indícios de que se tivesse alcançado um acordo” sobre o encerramento de fábricas ou cortes de postos de trabalho. Já os analistas da Bernstein afirmaram que o plano comunicado pela Volkswagen após a reunião era “rico em ideais, mas muito pobre em pormenores”.
A Volkswagen está a reestruturar o modelo de negócio que sustentou o seu sucesso durante décadas. A empresa enfrenta agora custos elevados e excesso de capacidade no mercado interno, a par da crescente concorrência chinesa, da regulamentação e das tarifas de importação dos EUA, fatores que, em conjunto, levaram a uma redução das vendas entre 2021 e 2025.
“Todos os envolvidos estão plenamente conscientes de que a Volkswagen e a indústria automóvel no seu conjunto enfrentam atualmente uma situação crítica, num ambiente competitivo internacional extremamente desafiante“, disse o primeiro-ministro da Baixa Saxónia, Olaf Lies, num comunicado após a reunião, acrescentando que o estado estava a trabalhar com a administração para superar os desafios.
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