Somengil é a grande vencedora do Prémio Inovação na Internacionalização

  • ECO
  • 10 Julho 2026

Empresa de Aveiro foi distinguida pela COTEC e pelo banco Santander como a grande vencedora da terceira edição deste prémio. A competição recebeu 250 candidaturas em 2026.

A Somengil foi a grande vencedora da terceira edição do Prémio Inovação na Internacionalização, uma iniciativa da COTEC Portugal e do Santander Portugal que distingue as empresas nacionais com estratégias inovadoras de expansão internacional.

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“Este reconhecimento é muito importante, mas só existe devido ao percurso que temos”, disse Tony Ventura, CEO da organização de Aveiro, especializada no desenvolvimento de soluções de lavagem industrial de elevada performance, sobretudo para as indústrias alimentar, farmacêutica e hoteleira.

Na abertura da cerimónia, que decorreu no Grande Auditório do Santander, em Lisboa, Amílcar Lourenço, administrador executivo do Santander Portugal, sublinhou a importância do galardão para valorizar as empresas portuguesas que crescem além-fronteiras. “Prezamos muito este prémio, porque também somos um banco com ADN internacional”, afirmou.

Amílcar Lourenço, administrador executivo do Santander Portugal

O responsável destacou ainda a qualidade das candidaturas recebidas. “Sou sempre surpreendido pela qualidade que vejo nas empresas portuguesas, a nível de inovação e de mercados. Temos um tecido empresarial muito flexível e inovador”, disse, defendendo que a internacionalização é essencial para as empresas ganharem escala.

“A competitividade, atualmente, é muito importante. Significa produzir melhor, com mais valor, inovar com rapidez e crescer de forma sustentável num ambiente que é cada vez mais exigente”, sublinhou, acrescentando que, para ter sucesso nos mercados externos, é preciso “levar algo novo”. Mas internacionalizar não é apenas levar uma empresa além-fronteiras, é também uma importante forma de aprendizagem. “Num mundo altamente competitivo e em rápida transformação, as empresas que fazem a diferença são as que se adaptam mais rápido e que conseguem acrescentar valor em Portugal e lá fora”, defendeu o administrador executivo.

A Somengil, por exemplo, recebeu o prémio principal por apresentar um percurso internacional que se destaca pela solidez e consistência. A terceira edição ficou marcada pela importância de inovar e crescer fora de Portugal, crucial para as empresas que querem ganhar escala, e por uma elevada quantidade de novas candidaturas de empresas que não tinham estado presentes em anos anteriores.

Valorizar as empresas nacionais

No palco do Grande Auditório do Santander, a Somengil não esteve sozinha. A empresa marcou presença entre os 15 finalistas que concorreram em cinco categorias: Pequena Europa, Pequena Global, Média Europa, Média Global e sMidCap.

A distinção na categoria Pequena Europa foi atribuída à Glamm Fire, empresa que desenvolve e fabrica lareiras a bioetanol produzidas artesanalmente em Portugal, e a categoria Pequena Global foi ganha pela Somengil, que viria a ser a grande vencedora da tarde.

A Tintex, que produz tecidos de malha circular de base natural, foi distinguida na categoria Média Europa e, na categoria Média Global, a PICadvanced, que desenvolve soluções fotónicas integradas e componentes optoeletrónicos para redes de telecomunicações, levou o troféu para casa.

A capacidade que as empresas têm de inovar, de se internacionalizar e de procurar mercados de valor é enorme

Amílcar Lourenço

Administrador Executivo do Santander Portugal

Já na categoria sMidCap, o prémio foi atribuído à Microplásticos, que produz componentes plásticos de elevada precisão para os setores automóvel, elétrico, eletrónico e industrial.

Além do reconhecimento, os vencedores passam a ser acompanhados por uma equipa de especialistas do Santander, com soluções adaptadas às necessidades da sua atividade internacional. O grande vencedor recebe ainda uma experiência para duas pessoas no Fórmula 1 Tag Heuer Gran Premio de España 2026, em Madrid.

Vencedores da edição de 202 juntamente com a CEO do Santander Portugal, Isabel Guerreiro, e o ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida

Este ano, foram 250 as empresas que se candidataram ao Prémio Inovação na Internacionalização da COTEC e do Santander Portugal, sendo que 75% das organizações eram novas participantes.

Para o administrador executivo do Santander, a quantidade e qualidade dos candidatos mostram “a relevância” da distinção, não só para as empresas que participaram, mas também para inspirar outras a fazê-lo.

“A capacidade que as empresas têm de inovar, de se internacionalizar e de procurar mercados de valor é enorme. Em Portugal temos empresas de competência extraordinária e nem sempre se valoriza isso”, apontou Amílcar Lourenço.

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