INE confirma abrandamento da inflação para 3,2% em junho com alívio dos combustíveis
O Instituto Nacional de Estatística confirmou também a desaceleração de 13,1% para 9,1% do índice relativo aos produtos energéticos, devido à descida dos preços dos combustíveis.
A taxa de inflação homóloga em Portugal abrandou para 3,2% em junho, em linha com a estimativa rápida divulgada anteriormente, confirmou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).
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A desaceleração do Índice de Preços no Consumidor (IPC) resulta, sobretudo, da queda de quatro pontos percentuais observada no índice relativo aos produtos energéticos, que diminuiu de 13,1% em maio para 9,1% em junho, refletindo uma redução dos preços dos combustíveis.
A variação do índice referente aos produtos alimentares não transformados foi menor, de apenas seis décimas, tendo-se fixado em 5,1% no mês em análise — um valor revisto em baixa face à estimativa inicial de 5,2% –, o que compara com um aumento de 5,7% em maio.
Variação homóloga e média do IPC e da inflação subjacente:

Já o indicador de inflação subjacente (que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos) registou uma variação homóloga de 2,5%, mais 0,3 pontos percentuais face ao mês precedente, confirmando-se, assim, a estimativa divulgada no fim de junho.
Por classes de despesa, comparativamente a maio, destacam-se os aumentos das taxas de inflação homóloga do “lazer, recreação, desporto e cultura” (+1,4%, contra 0,2% no mês anterior) e dos “restaurantes e serviços de alojamento” (+6,2%, contra 5,1%).
Em sentido inverso, o gabinete estatístico aponta os decréscimos registados no “vestuário e calçado” e nos “serviços financeiros e de seguros”, com variações de -2,1% e 2,0%, respetivamente (contra -0,6% e 2,9% em maio).
Os transportes, os restaurantes e serviços de alojamento e os produtos alimentares e bebidas não alcoólicas tiveram, em junho, as maiores contribuições positivas para a variação homóloga do IPC, enquanto as classes do vestuário e calçado e da informação e comunicação foram os únicos contributos negativos.
Tal como avançado na estimativa rápida, na comparação mensal, o Índice de Preços no Consumidor aumentou 0,1% em junho. A variação em cadeia de maio, que comparou o nível médio de preços nesse mês com o de abril, tinha sido de 0,2%.
O INE confirma, por outro lado, que a variação média da inflação nos últimos 12 meses foi de 2,6%, valor que compara com 2,5% em maio.
A variação homóloga do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português — indicador que permite comparações entre os Estados-membros da União Europeia — fixou-se nos 3,1%, taxa idêntica à observada no mês precedente.
Comparando com os dados da inflação na Zona Euro divulgados pelo Eurostat, a taxa de variação homóloga do IHPC português foi superior em 0,3 pontos percentuais à da área da moeda única. Em maio, a taxa de variação homóloga do IHPC português tinha sido inferior em uma décima à da área do euro.
(Notícia atualizada pela última vez às 12h05)
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