Montenegro assume “esforço muito grande” para repor normalidade nos exames
Reagindo aos problemas que têm marcado o período de correção dos exames nacionais, Luís Montenegro mostrou-se convicto de que avaliação digital será "um avanço" no sistema educativo nacional.

O primeiro-ministro garantiu na quinta-feira à noite que está a ser feito “um esforço muito grande” para concluir a classificação dos exames nacionais da primeira fase dentro do novo prazo, mas reiterou a convicção de que o novo sistema de avaliação digital será “um avanço” no sistema educativo de Portugal.
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Em declarações transmitidas pela SIC Notícias a partir do festival Alive, Luís Montenegro afirmou: “Nós estamos a fazer tudo para, dentro do contexto de normalidade, respeito pelos prazos e calendários compatíveis com as expectativas das pessoas, dos alunos e das suas famílias, podermos lançar os resultados e deixar o processo seguir.”
“É isso que estamos a fazer com esforço muito grande com um procedimento que é exigente de transformação digital, que, depois de passado este primeiro grande teste, seguramente vai ser um avanço no nosso sistema de educação”, acrescentou o governante.
Confrontado com os problemas que têm sido reportados, nomeadamente com a plataforma eletrónica que permite aos professores corrigir as respostas dos examinados, Luís Montenegro rejeitou que a confiança no sistema tenha sido posta em causa: “São processos que têm as suas vicissitudes. Nós preferíamos que não existissem. A nossa expectativa é que este sistema vá ser mais rápido, mais fiável e mais transparente”, indicou.
Questionado sobre o apelo do Presidente da República, António José Seguro, que esta semana pediu que “rapidamente tudo volte à normalidade”, Montenegro respondeu: “O Presidente da República está a dar aquela que é a sua visão, que é igual à minha.”
O caso dos exames levou, também esta semana, a Fenprof a pedir a demissão do ministro da Educação, Fernando Alexandre, depois de a data para apresentação dos resultados ter sido adiada para 17 de julho e de o calendário para a realização da segunda fase ter sido alterado, prejudicando as famílias e os docentes que já tinham férias marcadas.
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