Exportações abrandam em maio para 5,1% após melhor mês em quase dois anos
As exportações subiram a um ritmo menor do que em abril e as importações até caíram em maio, fluxos que desagravaram o défice da balança comercial de Portugal.
Portugal vendeu mais bens ao exterior em maio, com as exportações a crescerem 5,1% em termos homólogos. O ritmo de crescimento abrandou em relação ao mês anterior (15,4%), que tinha sido o melhor em quase dois anos. Já as importações caíram 1,6%.
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Esta evolução levou a um desagravamento do défice da balança comercial de bens em 514 milhões de euros em relação a maio do ano passado, tendo atingido os 2.811 milhões naquele mês, segundo revela o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta sexta-feira.
O INE dá conta de um “forte aumento” das exportações de combustíveis e lubrificantes, cujas vendas dispararam 59,8% em termos homólogos, o que ajudou a que as exportações globais não tivessem travado tanto – excluindo os produtos desta categoria, as vendas de bens ao exterior aumentaram apenas 2,3%, após a subida de 14,3% registada em abril.
Também os preços das exportações subiram, mantendo uma tendência de valorização que se observa desde março: o índice de valor unitário cresceu 5,9%, acelerando em relação a abril (3,2%) e a maio do ano passado (-2,3%).
Maio foi o terceiro mês seguido com as exportações a subir e ficaram praticamente compensadas as quebras acentuadas registadas no início do ano: em termos acumulados, nos primeiros cinco meses de 2026, as exportações já só registam uma ligeira diminuição de 0,2% (em comparação com a subida de 3,5% no mesmo período do ano passado).
Porém, “quando excluídas as transações sem transferência de propriedade (TTE), as exportações registaram um acréscimo de 4,5% nestes primeiros cinco meses do ano (-1,3% no período homólogo de 2025)”, salienta o INE.
Quanto às importações, a descida de 1,6% das compras de bens ao exterior (após terem subido 9% em abril) deve-se às menores transações de TTE. Excluindo este tipo de movimentos, as importações subiram 5,1%.
Ainda que o défice da balança comercial tenha desagravado em maio, o saldo negativo das trocas comerciais no acumulado do ano atingiu os 14.383 milhões de euros nos cinco primeiros meses, mais 1.732 milhões em relação ao mesmo período do ano passado.
(Notícia atualizada às 11h49)
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