“Extremamente liberal”, diz Trump sobre o provável próximo primeiro-ministro britânico

  • Joana Abrantes Gomes
  • 25 Junho 2026

Na primeira reação pública do líder dos EUA a Andy Burnham, descreveu-o como um político "extremamente liberal" que "provavelmente não abrirá" o Mar do Norte a novas perfurações de petróleo e gás.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou saber pouco sobre Andy Burnham, o provável próximo primeiro-ministro britânico, descrevendo-o como um “presidente de câmara de uma cidade” que era “extremamente liberal” e alguém que provavelmente não abriria o Mar do Norte a mais perfurações petrolíferas.

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Em comentários feitos na noite de quarta-feira, o líder da Casa Branca reiterou a sua convicção de que Keir Starmer deveria ter permitido mais perfurações petrolíferas no Mar do Norte, mas absteve-se de fazer novas críticas ao ainda primeiro-ministro do Reino Unido.

Starmer anunciou a sua demissão na segunda-feira, na sequência da pressão resultante de fracos resultados nas sondagens e de maus resultados nas eleições locais.

Durante meses, após ter sido eleito em 2024, Starmer tentou manter Trump do seu lado, oferecendo-lhe uma segunda visita de Estado sem precedentes no ano passado, mas as relações arrefeceram quando a Grã-Bretanha rejeitou inicialmente um pedido de Washington para utilizar bases militares britânicas nos ataques contra o Irão. Starmer acabaria por autorizar os EUA a utilizar as bases.

Questionado sobre Burnham, que é até agora o único candidato à disputa para substituir Starmer como líder do Partido Trabalhista e primeiro-ministro, e que poderá ser nomeado em meados de julho, Donald Trump afirmou: “Não sei de nada. Vejo que ele era, creio eu, o presidente da câmara de uma cidade.

Ouvi dizer que é extremamente liberal, extremamente, o que significa que provavelmente não vai abrir o Mar do Norte. Sabem que dei ao Keir Starmer um conselho bastante bom: disse-lhe para abrir o Mar do Norte”, acrescentou o Presidente norte-americano, em declarações citadas pela imprensa internacional.

A intervenção de Trump sublinha que a questão de como lidar com o Presidente dos EUA será um dos grandes desafios do próximo primeiro-ministro do Reino Unido. Enquanto presidente da Câmara da Grande Manchester, Andy Burnham tem evitado comentar sobre política externa.

Na sua longa carreira como ministro do Partido Trabalhista e ministro-sombra, antes de se tornar autarca, o seu foco foi em áreas de política interna. Alguns apoiantes de Burnham gostariam que ele continuasse a fazê-lo — mesmo num momento de turbulência global — caso se torne primeiro-ministro, visto que parte do mandato de Keir Starmer tem sido consumido por questões internacionais.

O Reino Unido vai acolher a cimeira do G20, que reunirá líderes mundiais no próximo ano, bem como o encontro mais restrito do G7 no ano seguinte — eventos nos quais Trump estará presente.

Embora não tenha reagido, até ao momento, aos comentários do líder norte-americano, Burnham já mostrou ser um crítico de Trump no passado, à semelhança de outros políticos trabalhistas.

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