Keir Starmer demite-se de primeiro-ministro do Reino Unido
Líder trabalhista concluiu que já não tem condições para resistir às movimentações internas no seio do partido. Candidaturas para liderança dos Trabalhistas abrem a 9 de julho.
O prenúncio da imprensa britânica e até de Donald Trump no fim de semana confirmou-se: Keir Starmer acaba de anunciar que renuncia ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, a poucas semanas de completar dois anos à frente do Governo.
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Em declarações à porta do número 10 de Downing Street, Starmer começou por elencar os feitos do seu Governo, mas logo a seguir salientou: “a questão que o meu partido coloca agora é se serei a pessoa mais indicada para nos liderar nas próximas eleições gerais“.
“Ouvi a resposta do meu grupo parlamentar a essa questão e aceito-a de bom grado”, continuou. “Todas as decisões que tomei tiveram como objetivo colocar em primeiro lugar o país que amo”.
“É por isso que vou demitir-me do cargo de líder do Partido Trabalhista“, disse. “Falei com Sua Majestade, o Rei, esta manhã para o informar da minha decisão”, acrescentou.
A demissão de Starmer surge na sequência do regresso ao Parlamento de Andy Burnham, antigo ministro e presidente da câmara da Grande Manchester há uma década, na eleição intercalar de Makerfield que decorreu na passada quinta-feira e na qual obteve 55% dos votos.
Ao longo das últimas semanas, vários deputados do Partido Trabalhista vieram a público exigir a saída de Keir Starmer e apoiar uma transição, apelando a “um novo caminho para o Reino Unido”.
Candidaturas abrem a 9 de julho
Starmer acrescentou esta segunda-feira que vai pedir ao Comité Executivo Nacional do Partido Trabalhista que estabeleça um calendário, com a abertura das candidaturas a 9 de julho e a sua conclusão antes das férias de verão.
“No caso de haver uma disputa, isto garantirá que um novo líder esteja em funções antes do regresso do Parlamento em setembro“, adiantou. “Vou permanecer no cargo de primeiro-ministro até que a disputa esteja concluída e farei tudo o que estiver ao meu alcance para garantir uma transição de poder ordenada”.
O recesso de verão da Câmara dos Comuns está previsto para começar a 16 de julho e, por isso, se Andy Burnham não tiver oposição (o que parece cada vez mais provável — apesar de Wes Streeting ter afirmado anteriormente que se candidataria definitivamente), tornar-se-á primeiro-ministro em meados do próximo mês, referiu o jornal The Guardian.
Se houver uma disputa, o novo primeiro-ministro assumirá o cargo até ao final de agosto. A Câmara dos Comuns retoma os trabalhos após o recesso de verão, a 1 de setembro.
(Notícia atualizada às 9h48)
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