“Foi a luta dos trabalhadores que determinou este desfecho”, diz CGTP após chumbo da reforma laboral
A CGTP celebrou o chumbo da reforma laboral do Governo como uma vitória dos trabalhadores, reivindicando que “foi a luta dos trabalhadores que determinou este desfecho”, afirmou Tiago Oliveira.
A CGTP reivindicou esta sexta-feira a vitória política sobre a reforma laboral do Governo, depois de a proposta ter sido rejeitada no Parlamento, atribuindo o desfecho à mobilização dos trabalhadores ao longo dos últimos 11 meses.
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Em reação ao chumbo da iniciativa, o secretário-geral da central sindical, Tiago Oliveira, considerou que a rejeição do diploma é o resultado direto da contestação promovida pelos trabalhadores. “São 11 meses de luta”, afirmou, recordando as greves, manifestações e concentrações realizadas desde que o Governo apresentou o pacote laboral. “Quero dar aqui uma saudação muito grande àquilo que foi o papel de luta determinante que os trabalhadores desenvolveram ao longo destes 11 meses. Foram os trabalhadores que foram essenciais em todo este percurso”, declarou.
O dirigente sindical sustentou que a pressão exercida pelos trabalhadores acabou por influenciar o sentido de voto dos partidos que rejeitaram a proposta. “Foram os trabalhadores a chave que determinou o posicionamento de todos os partidos políticos que hoje votaram contra este pacote laboral”, afirmou. “Votaram os partidos, mas não tínhamos uma única dúvida. Votaram condicionados pela luta dos trabalhadores. Votaram porque foram os trabalhadores que determinaram este voto”, salientou.
Tiago Oliveira aproveitou para agradecer aos trabalhadores o papel desempenhado na contestação ao diploma. “Em nome da CGTP, quer dar aqui uma palavra de solidariedade e de gratidão para com os trabalhadores, porque são estes os verdadeiros obreiros de tudo o que de bom existe nas nossas vidas.” E acrescentou: “Hoje está provado que é a luta dos trabalhadores que iria, como a CGTP sempre disse ao longo destes meses, determinar qualquer desfecho.”
Apesar de admitir que o cenário parecia mais difícil na véspera da votação, o secretário-geral da CGTP garantiu que a organização nunca perdeu a confiança no resultado. “Ontem parecia mais pessimista, mas sempre demonstrámos confiança em quem tínhamos de demonstrar, que eram os trabalhadores. Demonstrámos que os trabalhadores seriam esses que iriam determinar este processo”, disse, apontando à concentração promovida na quinta-feira junto à Assembleia da República como mais uma demonstração da oposição ao pacote laboral.
Para Tiago Oliveira, o chumbo da proposta representa também um recado político ao Executivo de Luís Montenegro. “É um sinal para o Governo”, afirmou, acusando o Executivo de estar “de mãos dadas com os patrões” e de legislar “sempre com a perspetiva de olhar para o país como uma folha de Excel”, esquecendo “aqueles que de facto constroem o país, que são os trabalhadores, os reformados e os jovens que amanhã vão entrar para o mundo do trabalho”.
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