CIP “continuará a trabalhar por um país mais desenvolvido” após chumbo da reforma laboral

"O que os empresários querem é geração de emprego, criação de riqueza e consolidação da paz social", afirma CIP, depois de ter visto chumbada proposta de reforma laboral do Governo.

A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) garante que continuará a “trabalhar por um país mais desenvolvido”, apesar de a proposta de reforma laboral do Governo ter sido chumbada esta sexta-feira no Parlamento. Os patrões dizem-se empenhados na geração de emprego, criação de riqueza e consolidação da paz social.

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“A CIP empenhou-se no aperfeiçoamento da proposta do Governo, quando esta se encontrava em discussão na Concertação Social, porque melhorar as regras laborais é fundamental para Portugal virar a página de décadas de baixa produtividade e de baixos salários”, começa por afirmar o presidente da CIP, Armindo Monteiro, num comunicado enviado às redações esta tarde.

“Tanto nas inúmeras propostas que apresentou, como na disponibilidade que demonstrou para aproximações importante aos demais parceiros, a CIP mostrou a todo o país que os empresários não querem despedir nem diminuir os direitos dos trabalhadores: o que os empresários querem é geração de emprego, criação de riqueza e consolidação da paz social“, defende o representante dos patrões.

Ainda assim, Armindo Monteiro avisa que os portugueses “não se podem esquecer” que, como está, Portugal continuará a ser “um país sem instrumentos para dar uma vida melhor à generalidade das famílias e sem capacidade de reter os jovens mais talentosos“. “Isso só será possível com empresas mais eficientes e competitivas, com maiores níveis de produtividade que lhes permitam ganhar escala e, em virtude disso, pagar melhores salários”, salienta.

E com o chumbo da reforma laboral, a CIP declara-se agora mobilizada para continuar a trabalhar na “remoção de obstáculos ao desenvolvimento do país e ao crescimento dos salários“.

A confederação apela ainda aos partidos políticos e aos parceiros sociais que não esqueçam as duas razões que estavam por detrás da reforma laboral, que foi rejeitada esta manhã: a estagnação da economia nacional e a “inadequação da atual legislação laboral para novos tempos marcados pela digitalização, pela transição energética, por realidades como o teletrabalho e por novas formas de conjugar a vida profissional com a vida pessoal”.

A proposta de lei do Governo que alterava o Código do Trabalho foi chumbada esta sexta-feira com os votos contra do PS, Chega, Bloco de Esquerda, PCP, Livre, PAN e JPP.

No debate desta quinta-feira, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, tinha dado por garantida a aprovação da proposta de lei do Governo e o Chega, mesmo não revelando o seu sentido de voto, já clamava várias vitórias neste âmbito, das férias à amamentação, passando pelos despedimentos.

Esta sexta-feira, quando o Parlamento se preparava para iniciar as votações, o Chega pediu a suspensão dos trabalhos por 30 minutos e, no regresso, acabou por votar contra o pacote laboral do Executivo de Luís Montenegro.

(Notícia atualizada às 18h31)

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