Certificados de Aforro aceleram ao ritmo mais alto em três anos
Subida da remuneração está a provocar nova corrida aos populares Certificados de Aforro. Famílias aplicaram mais de 750 milhões em maio, o valor mais elevado em três anos.
A subida da remuneração está a provocar uma nova corrida aos Certificados de Aforro. Em maio, as famílias aplicaram mais de 750 milhões de euros neste popular instrumento de poupança do Estado, o que corresponde ao valor mais elevado dos últimos três anos.
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É preciso recuar a maio de 2023 para encontrar um montante de investimento mensal superior: nesse mês tinham sido subscritos mais de 2,2 mil milhões em termos líquidos de resgates, uma euforia que o Governo travou então com a redução da taxa de juro na nova série de certificados.
Estes títulos de poupança voltam agora a recuperar uma parte desse brilho à boleia da subida da Euribor a 3 meses, em consequência do impacto da guerra no Irão nos preços da energia e nos preços em geral, invertendo para cima as expectativas em relação aos juros do Banco Central Europeu (BCE) — expectativas que se confirmaram na semana passada.
As subscrições feitas no mês passado renderam quase 2,2%, a taxa mais elevada desde maio de 2025. A taxa base voltou a subir em junho, o que deixa antecipar a continuação desta tendência.
Por outro lado, o Governo também anunciou em abril um aumento dos limites de subscrição destes títulos de 100 mil euros para 250 mil para a Série F (atualmente disponível para subscrição) e dos 350 mil para 500 mil em acumulado de Série E (anterior) e F. Fator que também estará incentivar a procura.
Os dados divulgados esta sexta-feira pelo Banco de Portugal mostram que as aplicações em Certificados de Aforro estão a subir há 20 meses de forma ininterrupta. E que no final de maio os portugueses já tinham perto mais de 42,4 mil milhões de euros ali aplicados, o valor mais elevado de sempre.
Sobe, sobe, certificado sobe
Fonte: Banco de Portugal
Certificados do Tesouro cedem há 55 meses
Outrora populares, os Certificados do Tesouro mantiveram em maio a tendência de saídas que se verifica há 55 meses. Em abril saíram mais 220 milhões de euros, com o stock total a baixar para 6,75 mil milhões, o valor mais baixo em mais de uma década.
Ainda assim, o montante total os aforradores portugueses confiam ao Estado voltou a subir, com o stock a ascender a aproximadamente 49,2 mil milhões de euros através dos certificados (incluindo Aforro e Tesouro), mais 536,1 milhões em relação a abril, reforçando o estatuto das famílias como um importante credor do Estado.
(Notícia atualizada às 11h38)
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