Fundo Biovance Capital investe quatro milhões na neerlandesa Laigo
Fundo de biotecnologia, no qual a farmacêutica Bial está envolvida, fez o primeiro investimento internacional ao coliderar uma ronda da empresa de tratamentos para cancro e doenças autoimunes.
O fundo de biotecnologia Biovance Capital, onde a Bial investiu “vários milhões”, realizou o primeiro investimento internacional de sempre ao financiar a empresa neerlandesa Laigo com quatro milhões de euros, no âmbito de uma ronda seed (inicial) no total de 17 milhões de euros.
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A tranche da Biovance fez com que a sociedade coliderasse esta ronda de investimento, juntamente com a Kurma Partners, aos quais se juntaram um grupo de outros investidores europeus, incluindo a Angelini Ventures, Curie Capital, Argobio Studio, Eurazeo, Oncode Bridge Fund, ROM Utrecht Region e Cancer Research Horizons. A transação inclui também a entrada de João Incio no conselho de administração da Laigo.
A Laigo Bio é uma empresa de biotecnologia, sediada nos Países Baixos, que desenvolve tratamentos inovadores para oncologia e doenças autoimunes. A partir deste investimento, a biotecnológica de Utrecht vai iniciar a expansão para Portugal, de acordo com a informação divulgada esta segunda-feira. Nos planos está o arranque da atividade a nível nacional e recrutamento de pessoal.
Os fundos desta ronda serão também utilizados para acelerar o desenvolvimento pré-clínico dos seus programas oncológicos até à fase clínica, bem como para avançar três programas pré-clínicos para doenças imunológicas e de rejeição de enxertos.
“A Laigo demonstrou que a sua tecnologia de degradação SureTAC apresenta uma eficácia pré-clínica notável, com um elevado grau de seletividade e melhorias ao nível da toxicidade e segurança. Na Biovance Capital vemos um potencial extraordinário na tecnologia da Laigo e apoiamos o seu foco em explorar um universo cada vez maior de novos alvos, incluindo muitos que, atualmente, são considerados intratáveis”, afirmou João Incio, general partner da Biovance, em comunicado de imprensa.
Fundada em 2022, a Laigo está a desenvolver terapias para várias patologias através da uma plataforma de degradação seletiva de proteínas de membrana Surface Removal Targeting Chimeras (SureTAC). O sistema gera anticorpos biespecíficos que combinam enzimas com proteínas causadoras das doenças, promovendo a sua degradação. Assim, permite desenvolver terapias de dupla ação, ao eliminar proteínas de membrana envolvidas na progressão de várias doenças oncológicas e imunológicas.
Estamos empenhados em apoiar o crescimento da Laigo para que os seus programas pré-clínicos avancem rapidamente para a fase clínica”, referiu Ricardo Perdigão Henriques, managing partner da Biovance Capital.
“O investimento adicional e o apoio da Biovance Capital, juntamente com o reforço da Kurma Partners, irão acelerar o avanço dos nossos programas oncológicos rumo à clínica e ampliar os nossos esforços de descoberta em autoimunidade e imunologia”, disse o CEO da Laigo, Matthew Baker, sobre o investimento do fundo de capital de risco que tem 60 milhões provenientes do Fundo Europeu de Investimento, Banco Português de Fomento e Comissão Europeia.
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