Loja, garagens e apartamento. Primeiros ativos imobiliários do Boavista em leilão até 10 de abril

Apartamento T1 Duplex por 653 mil euros, loja por 203 mil e 28 lugares de garagem. Já começou a licitação eletrónica pelos bens do falido clube do Porto. Restante património vai a leilão "brevemente".

Um conjunto de ativos imobiliários do Boavista Futebol Clube está em leilão até 10 de abril no âmbito do processo de insolvência do histórico clube da cidade do Porto. O restante património dos axadrezados vai estar também em leilão eletrónico “brevemente”.

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Através da plataforma da Leilosoc já é possível licitar um apartamento T1 Duplex pelo valor base de 653.016 euros e valor mínimo de 567.840 euros. Conta com uma Área Bruta Privativa de 145,40 metros quadrados, três varandas, garagem e arrumos.

Também no acervo da insolvente encontra-se uma loja com um valor base de venda de 203.348 euros e um valor mínimo de 176.825 euros, destaca a leiloeira, que salienta como estes ativos estão “num dos eixos mais valorizados do Porto”

Por outro lado, os 28 lugares de garagem em leilão, com diferentes áreas e valores, são apresentados como “uma oportunidade de investimento competitiva tanto para consumidor final como para investidores, uma vez que estão localizados numa zona da cidade do Porto onde a procura de estacionamento supera amplamente a oferta do mesmo”.

A Leilosoc salienta que estes ativos do histórico clube da Invicta, fundado a 1 de agosto de 1903 e com um passivo consolidado superior a 150 milhões de euros e insolvência declarada, estão localização numa área “que se distingue por envolvente urbana moderna, acessos privilegiados e proximidade a serviços, comércio e zonas empresariais de referência”.

O Juízo de Comércio de Vila Nova de Gaia já determinou a exoneração do presidente do clube, Rui Garrido Pereira, e da sua direção. Desde 18 de fevereiro que a gestão passou a ser assegurada exclusivamente pela gestora de insolvência Maria Clarisse Barros.

Ainda assim, as diligências para o encerramento da atividade do clube foram temporariamente suspensas depois de Gérard López, acionista maioritário da SAD, depositar um donativo de 54.180 euros para fazer face às despesas correntes deste mês, o que assegurou, para já, a manutenção da atividade do clube, incluindo as modalidades amadoras.

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