“Barbárie difícil de aceitar”. Artur Santos Silva pede investigação clara à morte de banqueiro em Moçambique
Artur Santos Silva pede uma "investigação cuidada" à morte de Pedro Ferraz Reis, mas não tem muitas dúvidas sobre o que terá acontecido.
Artur Santos Silva, ex-presidente do BPI, não acredita na tese de suicídio de Pedro Ferraz Reis. “De maneira nenhuma me passaria pela cabeça que uma coisa destas pudesse ter acontecido por iniciativa dele”, afirmou em declarações à RTP Notícias.
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“Pelos sinais, de forma alguma posso acreditar na hipótese de suicídio, com a serenidade que [Pedro Ferraz] tinha, pelo otimismo, pelo amor a Moçambique, e pelas filhas e mulher que estavam muito bem lá”, disse Santos Silva sobre Pedro Ferraz Reis, que conhecia há décadas e que foi encontrado morto na passada segunda-feira num hotel em Maputo, Moçambique.
Santos Silva conta que no BPI – do qual Pedro Ferraz era quadro – a notícia foi um “grande abalo” e uma “grande surpresa”. “Era um homem forte, com coragem, sereno, sábio. Isto [suicídio] não encaixa na personalidade, a não ser por uma situação de suicídio provocado, não pelo próprio, mas por terceiros”, referiu o presidente honorário do BPI.
Pedro Ferraz vivia em Moçambique há 13 anos, quando foi nomeado para a administração do BCI, detido pela Caixa Geral de Depósitos (61%) e pelo BPI (36%). Santos Silva adiantou que Pedro Ferraz tinha aceitado a recondução por mais um mandato na gestão do banco moçambicano, outra razão pela qual pede uma “investigação cuidada” das autoridades portuguesas e moçambicanas sobre as circunstâncias da sua morte.
Ainda assim, parece não ter muitas dúvidas sobre o que aconteceu: “Se se confirmar aquilo que parece mais evidente, que é uma morte provocada por terceiros, eu ficarei realmente indignado. Como é que isto foi possível e desta maneira bárbara?”
“Se se confirmar, foi uma barbárie difícil de aceitar, com golpes nas costas, no corpo, coração”, disse.
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