Portugal paga mais para se financiar a 11 meses, mas yield fica abaixo dos 2%
O Tesouro pagou mais 4,9 pontos base aos investidores para se financiar no mercado face ao resultado da última operação com características semelhantes, realizada há cerca de seis meses.
O Tesouro realizou esta manhã o seu primeiro leilão de dívida de 2026, numa operação realizada através da emissão de 1.250 milhões de euros através de Bilhetes do Tesouro com maturidade a 20 de novembro. A República tinha definido um montante indicativo entre 1.000 milhões e 1.250 milhões de euros.
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A operação, realizada pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) liderada por Pedro Cabeços, contou com uma procura 1,69 vezes acima da oferta e com uma yield de 1,99%, ficando 4,9 pontos base acima da última emissão a 11 meses, realizada a 18 de junho, que contou com a emissão de 750 milhões de euros com uma yield de 1,941% e uma procura 3,22 vezes acima da oferta.
Contudo, o leilão desta manhã ficou em linha com a última emissão de dívida a 10 meses, realizada a 17 de setembro, que resultou na emissão de 750 milhões de euros a 2,005% e numa procura 2,16 vezes acima da oferta.
Segundo o programa de financiamento da República par 2026, o Tesouro prevê a emissão líquida de 5,1 mil milhões de euros de Bilhetes do Tesouro ao longo do ano.
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