Dica do ECO dos Fundos: Como evitar conflitos de interesse
Perante uma situação de conflitos de interesses, a primeira consequência é a anulação total do projeto. “Daí a obrigatoriedade da restituição integral do financiamento”, diz Sílvia Beato.
Sempre que a autoridade de gestão ou os organismos intermédios constatam que existe alguém que tem interesses pessoais, profissionais ou financeiros que influenciam a imparcialidade na tomada de decisão, existe o risco de estarmos perante um caso de conflitos de interesse. “Há logo um sinal de perigo”, sublinha Sílvia Beato, da unidade jurídica do Compete.
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Os conflitos de interesses são uma “temática que no âmbito deste período de programação é efetivamente muito sensível”, por isso, na Dica do ECO dos Fundos, o podcast quinzenal do ECO sobre fundos europeus, a responsável explica quais as situações que configuram um conflito de interesse e o que os beneficiários devem fazer para garantir que não existem estes conflitos.
É preciso não esquecer que perante uma situação de conflitos de interesses, a primeira consequência é a anulação total do projeto. “Daí a obrigatoriedade da recuperação, da restituição integral do financiamento”, explica Sílvia Beato. “Depois para os beneficiários, isto acaba por ficar no sistema, há uma perda de reputação e de confiança por parte das entidades financiadoras que acaba por poder interferir até em possibilidade de futuros financiamentos”, sublinha.
“No limite, as situações mais gravosas podem culminar com sanções criminais e essas, efetivamente, são inibidoras depois de poderem no futuro beneficiar pelo menos durante um período de apoios financeiros”, conclui.
Veja a Dica.
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