Holandeses investem 3,5 milhões na Zumub e ‘suplementam’ fábrica no Pinhal Novo
Empresa de suplementos alimentares e nutrição desportiva fundada por Urbano da Veiga tem dois novos acionistas para acelerar crescimento internacional, incluindo uma nova fábrica de 2,5 milhões.
A Zumub tem dois novos acionistas. Dois family offices holandeses, a Festina Lente e a Rosuha, investiram 3,5 milhões de euros na empresa de suplementos alimentares e nutrição desportiva a troco de uma percentagem minoritária. Os fundos vão servir para financiar o crescimento da empresa fundada por Urbano da Veiga, incluindo uma nova fábrica de 2,5 milhões.
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O investimento da Festina Lente e Rosuha, como o ECO já tinha antecipado em maio, será canalizado para um “conjunto de iniciativas que vão acelerar a expansão europeia da empresa”, nomeadamente a construção de uma nova unidade industrial no Pinhal Novo, que custará 2,5 milhões de euros e permitirá a criação de 30 postos de trabalho.
A Festina Lente é um familly office criado por Arthur Dontje após a venda da Dobla, líder global em decorações de chocolate premium. Já a Rohusa foi fundada por José Veja após a venda da B2C Europe, uma plataforma líder em distribuição de e-commerce transfronteiriça.
O dinheiro fresco vai servir também para reforçar a investigação e desenvolvimento de novos produtos, a modernizar a logística e ainda “contratar talento especializado para suportar o crescimento internacional” da empresa fundada pelo antigo trader do BCP em 2010.
“Mais do que capital, trazem uma vasta experiência empreendedora em produção, logística, indústria alimentar e e-commerce”, frisa Urbano da Veiga, citado no comunicado.
“Estamos alinhados na ambição de longo prazo de tornar a Zumub uma marca global e ajudar milhões de pessoas a atingir o seu potencial”, acrescenta.

Acionistas da Zumub em pé de guerra
A entrada dos dois acionistas neerlandeses surge num momento em que o fundador e CEO está em pé de guerra com outro acionista, a ActiveCap, por divergências em relação ao preço de saída da gestora de private equity de Pedro Correia da Silva. Essa disputa está em tribunal arbitral.
A ActiveCap foi inclusivamente acusada de danos de 4 milhões de euros por estar a travar o investimento destes dois investidores neerlandeses, situação que foi agora aparentemente ultrapassada com este anúncio.
Recentemente, em reação a uma entrevista de Pedro Correia da Silva, Urbano da Veiga não escondeu o incómodo com a presença da ActiveCap na estrutura de capital da Zumub, referindo no LinkedIn que a empresa está a ser bem-sucedida apesar dos esforços do fundo para “perturbar a atividade de uma empresa que era suposto defender”, desafiou Correia da Silva publicamente a revelar “onde é que alguma vez houve ‘expectativas de distribuição dos ganhos diferentes daquelas que acham que são justas'” e espera que, “com a saída da ActiveCap, a Zumub possa voltar a focar-se completamente no desenvolvimento do seu negócio”.
Apesar do conflito entre acionistas, o negócio corre bem à Zumub que, com 160 trabalhadores, prepara-se para encerrar o ano com um volume de negócios superior a 40 milhões de euros, correspondendo a um crescimento de 41% em relação ao ano passado.
Para 2026, a empresa com sede em Agualva-Cacém espera que seja um “ano de consolidação”, apontando a um “crescimento saudável tanto no volume de negócios como na rentabilidade”.
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