Portugal recompra 1.046 milhões em obrigações do Tesouro com maturidade em 2026 e 2027
O IGCP foi ao mercado para recomprar 365 milhões de euros de uma linha de obrigações que irá vencer em abril do próximo ano e 681 milhões em duas outras linhas com vencimento em 2027.
A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP foi esta quarta-feira ao mercado para recomprar 1.046 milhões de euros de três linhas obrigacionistas que atingem a maturidade no próximo ano e em 2027.
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É preciso recuar quase um ano, até 22 de janeiro, para encontrar a última vez que o Estado realizou uma operação de recompra de dívida. Na altura, o IGCP abateu 430 milhões de euros da obrigação com maturidade a 15 de outubro de 2025.
Da linha OT 2,875% 21Jul2026, com vencimento a 21 de julho do próximo ano e que se encontra a negociar com uma yield de 2%, o IGCP, liderado por Pedro Cabeços, abateu 365 milhões de euros, deixando um saldo-vivo de 11,8 mil milhões de euros, numa operação que contou com uma procura 3,7 vezes acima da oferta.
Na linha OT 4,125% 14Abr2027, com vencimento a 14 de abril de 2027 e que negoceia atualmente com uma yield de 2,07%, o IGCP recomprou 565 milhões de euros, deixando a linha com um saldo-vivo de 9,5 mil milhões de euros, numa operação que contou com uma procura 1,3 vezes acima da oferta.
Por fim, na operação de recompra da linha OT 0,70% 15Out2027, com vencimento a 15 de outubro de 2027 que negoceia com uma taxa média ponderada de 2,1%, o IGCP adquiriu 115 milhões de euros, colocando esta linha com um saldo-vivo de 7,8 mil milhões de euros, numa operação que contou com uma procura 3,3 vezes acima da oferta.
“Apesar de o montante total recomprado, no valor de 1.046 milhões de euros, representar uma parte relativamente pequena do montante em circulação das respetivas séries e maturidades, a operação contribuiu para a gestão gradual do perfil de amortizações“, refere Paulo Monteiro Rosa, Economista Sénior do Banco Carregosa.
O economista do Banco Carregosa revela ainda que ao recomprar estes títulos, “o IGCP contribuiu para uma maior previsibilidade do perfil de amortizações, para a redução dos riscos associados à concentração de vencimentos e para o reforço da liquidez e eficiência do mercado de dívida pública”, sublinhando ainda que “os preços praticados na recompra foram, em termos gerais, semelhantes aos negociados no mercado secundário, refletindo condições de mercado normais e assegurando uma execução eficiente da operação.”
(Notícia atualizada às 16h35 com declarações de Paulo Monteiro Rosa)
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