Governo afirma que SIRESP “não falhou” este ano

  • Lusa
  • 21 Setembro 2022

Patrícia Gaspar admitiu, no entanto, que existiram “ligeiros picos de atraso na ordem dos segundos” nos fogos da Serra da Estrela, Leiria e Santarém.

A secretária de Estado da Proteção Civil afirmou está quarta-feira que a rede SIRESP “não falhou” nos incêndios deste ano, tendo apenas existido “ligeiros picos de atraso na ordem dos segundos” nos fogos da Serra da Estrela, Leiria e Santarém. “O SIRESP enquanto sistema não falhou em 2022”, precisou Patrícia Gaspar, no parlamento durante uma interpelação ao Governo requerida pela Chega sobre “as sucessivas falhas no combate aos incêndios”.

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As falhas do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) durante o combate aos incêndios deste ano foram levantadas por todos os partidos políticos. Em resposta, a secretária de Estado afirmou que em 2017 foram detetadas “falhas sérias no sistema de comunicações”, tendo o Governo encetado “um processo de amadurecimento e modernização do sistema SIRESP”, nomadamente no que diz respeito à implementação de uma rede suplementar satélite, redução do sistema de energia, robustecimento das estações base e aumento das estações móveis.

“Foram precisamente estas medidas tomadas após 2017 que permitiram que em 2022, apesar dos dois momentos de ‘stress’ que tivemos, designadamente na Serra da Estrela e nos incêndios de Santarém de Leiria, que os momentos de maior congestionamento provocassem ligeiros picos de atraso na ordem dos segundos, mas que nunca puseram em causa o funcionamento do sistema, nem a existência de comunicações seguras”, frisou.

A secretária de Estado disse que estes dados constam de um relatório do própria SIRESP SA que analisou “ao detalhe” estas ocorrências. O Chega e o Bloco de Esquerda questionaram também Patrícia Gaspar sobre as declarações que fez em agosto, quando afirmou que, face à “severidade meteorológica”, os “algoritmos e dados dizem que a área ardida” deveria “ser 30% superior”

Não é expectável que alguém possa genuinamente pensar que alguém que dedicou 22 anos da sua vida profissional à proteção civil, que andou várias horas, vários dias ao lado dos bombeiros, se possa sequer congratular ou regozijar-se com um hectare de área ardida que seja. Isto é apenas uma má interpretação daquilo que foi dito”, disse a governante. A secretária de Estado disse aos deputados que “o poder político não interfere no acionamento dos meios” para os incêndios.

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