Nadia Calviño assegura que Espanha vai crescer este trimestre, apesar do impacto da pandemia

A vice-primeira-ministra espanhola assegura que Espanha vai manter uma tendência de crescimento no quarto trimestre deste ano, frisando que a segunda vaga da pandemia não é tão "dura" como a primeira.

A vice-primeira-ministra espanhola, que é também ministra dos Assuntos Económicos e da Transformação Digital, assegurou que o Produto Interno Bruto (PIB) espanhol vai manter uma tendência de crescimento no quarto trimestre deste ano, isto apesar do impacto das medidas restritivas aplicadas na segunda vaga da pandemia.

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Os cenários mais negativos vão-se desvanecendo e, com muita cautela, prevemos que no quarto trimestre continuaremos a recuperar e seguindo uma evolução positiva do PIB”, assinalou Nadia Calviño, no encontro “La Noche de la Economia”, promovido pelo jornal espanhol El Economista (acesso livre, conteúdo em espanhol). Segundo a ministra espanhola, o tecido produtivo “demonstrou que, em circunstâncias adequadas, pode erguer-se com rapidez e recuperar o crescimento com força e em pouco tempo”.

Neste contexto, Nadia Calviño considera que a segunda vaga da pandemia “não será tão dura em termos económicos como a primeira” e defendeu que os dados económicos das últimas semanas “atestam” essa realidade de recuperação. “O nosso cenário central prevê que se mantenha neste quarto trimestre a evolução positiva da economia e, portanto, a recuperação vai continuar e podemos preservar esta base sólida para alcançarmos um forte crescimento em 2021″, acrescentou.

Para a vice-presidente espanhola, a favorecer esta recuperação estão também os desenvolvimentos das vacinas contra a Covid-19, bem como a aprovação do Orçamento do Estado espanhol e o desbloqueio da bazuca europeia. Esta quinta-feira, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, anunciou que os Estados-membros chegaram a um acordo final sobre o Quadro Financeiro Plurianual (QFP) 2021-2027 e o Fundo de Recuperação europeu (Próxima Geração UE).

Nas previsões de novembro, a Comissão Europeia viu uma contração menos expressiva na economia europeia do que nas últimas previsões, divulgadas em julho. Contudo, esta “ligeira melhoria não se repercutiu em todos os países. Espanha, o principal parceiro comercial de Portugal, viu as estimativas de Bruxelas serem agravadas, apontando para uma contração de 12,4%, pior que os 10,9% da anterior estimativa. O país vizinho passa assim a ser aquele que maior impacto sentirá com a pandemia, superando Itália que deverá cair 9,9% (contra 11,2% em julho).

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