“Não somos pressionáveis”, diz presidente da Anacom

  • ECO
  • 5 Dezembro 2020

O presidente da Anacom não prevê que o regulamento do leilão da rede móvel de quinta geração venha a ser alterado, apesar da pressão dos operadores.

Apesar das críticas e protestos dos operadores, o presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) não prevê que o regulamento do leilão da rede móvel de quinta geração venha a ser alterado. Em entrevista ao Expresso (acesso pago), João Cadete de Matos sublinha que avançar com tais mudanças implicaria um atraso de “muitos meses” no processo em causa.

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“Não faz sentido [mudar o regulamento]. Qualquer alteração ao regulamento implica reiniciar o processo de consulta pública e o processo decisório“, sublinha o responsável, referindo que tal implicaria um atraso significativo. “Não vislumbramos razão para isso — desde logo da parte do Governo, com quem mantivemos a cooperação institucional prevista. Seria inesperada uma decisão desse tipo”, acrescenta o mesmo.

Questionado sobre se teme que o seu lugar esteja sob ameaça, o presidente da Anacom sublinha: “A Anacom não é o presidente; É todo o conselho de administração e uma estrutura do regulador que faz estudos e propostas. Temos de cumprir a nossa missão com isenção, rigor e independência. Não somos pressionáveis. No dia em que não puder ser assim, serei o primeiro a sair”. Ao Expresso, João Cadete de Matos diz, assim, que não equaciona a demissão e frisa que, quando sair da Anacom, rumará ao Banco de Portugal, de onde veio.

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