Escolas e universidades fecham, visitas a prisões e hospitais do Norte do país suspensas
A ministra da Saúde revelou o encerramento pró-ativo de estabelecimentos de ensino por causa do coronavírus.
O Governo definiu como objetivo “a redução da propagação, atrasar ao máximo o pico da epidemia e a redução do número total de casos”, afirmou a ministra da Saúde, Marta Temido, numa conferência de Imprensa. E já está decidido que um estabelecimento de ensino do agrupamento de escolas em Felgueiras, a Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto e o edifício do curso de História da Universidade do Minho vão fechar. “O encerramento de escolas não deve ser encarado com alarmismo”, disse Marta Temido.
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“Identificámos que casos recentemente confirmados como Covid-19 estiveram em instituições de ensino, elevando o risco de transmissão nessas instituições”, disse a ministra da Saúde, Marta Temido, numa conferência de imprensa conjunta com a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.
“Assim, a autoridade nacional e as autoridades regionais de saúde recomendaram tecnicamente o encerramento da Escola Básica e Secundária de Idães em Felgueiras, da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, do ICBAS [Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, também da Universidade do Porto], e do edifício onde funciona o curso de História da Universidade do Minho”, precisou Marta Temido.
A ministra anunciou também que vão ser suspensas as visitas a hospitais e prisões no norte de Portugal, região onde se encontram internados 15 dos 21 doentes infetados com o Covid-19.
Portugal, recorde-se, regista 21 casos de infeção pelo coronavírus que causa a doença Covid-19, mais oito do que os contabilizados na sexta-feira, anunciou a Direção-Geral da Saúde (DGS).
De acordo com o boletim sobre a situação epidemiológica em Portugal, divulgado ao início da noite deste sábado pela DGS, há 43 novos casos suspeitos, num total de 224 registados desde o início do ano, estando 47 a aguardar resultado laboratorial.
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