Motoristas de matérias perigosas têm nova proposta para evitar greve. Antram diz não se vai deixar enganar

  • ECO
  • 3 Agosto 2019

Motoristas de matérias perigosas propõem aumentos salariais de 50 euros por ano durante os próximos seis anos. Patrões dizem que é preciso analisar bem as contas.

Nas vésperas de uma nova reunião para tentar evitar a paralisação agendada para 12 de agosto, os motoristas de matérias perigosas têm uma nova proposta que deixa cair os 100 euros de aumento em 2021 e 2022, substituindo-os por aumentos salariais de 50 euros por ano durante os próximos seis anos. Os patrões saúdam, mas dizem que não se vão deixar enganar.

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“Em vez de fazermos um contrato coletivo de trabalho só de dois anos, faça-se um de seis em que sejam estipulados a priori aumentos de 50 euros de ano para ano a partir de 2021″, diz Pardal Henriques, em entrevista ao Expresso (link indisponível).

“Passaríamos dos 700 euros de salário-base em 2020 para os 1.000 em 2025. Pelo meio, em vez dos 900 euros já propostos por nós para 2022, seria um valor mais baixo: 850 euros. Ficavam todos a ganhar“, diz.

A Antram aplaude a proposta do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas para evitar a greve, mas diz que é preciso analisar o documento ao pormenor. O porta-voz da Antram, André Matias de Almeida diz à TSF que, antes de mais, é preciso perceber as contas dos motoristas e garante que a associação não se vai deixar enganar.

Se não chegarem a um entendimento, a greve avança, por tempo indeterminado. Os serviços mínimos ainda não estão definidos, tendo o Governo ficado encarregue de o fazer até 48 horas antes da paralisação perante a ausência de acordo entre patrões e sindicatos. Patrões queriam 70%, trabalhadores apenas 25%. E mantêm.

“O abastecimento de serviços essenciais está garantido. Será de 100% na saúde, proteção civil, forças de segurança, distribuição de alimentos para animais. Aí não haverá falta de combustível”, diz Pardal Henriques. “Para os restantes setores temos uma proposta de 25% dos serviços mínimos”, mantêm os motoristas.

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