Faturas nas telecom vão ter mais detalhes a partir deste sábado. Operadoras não podem cobrar por versão em papel

As faturas emitidas pelas empresas de telecomunicações vão passar a ter de incluir mais detalhes, como o prazo e custo da fidelização. Ficam também proibidas de cobrar pelas faturas em papel.

As operadoras de telecomunicações estão obrigadas a partir deste sábado a emitirem faturas mais detalhadas aos clientes, que terão de conter indicação da data em que termina o período de fidelização previsto no contrato. Além desta informação, as novas faturas têm de informar o cliente sobre o preço a pagar caso pretenda cancelar o serviço antes do fim do prazo regular. As empresas deixam também de poder cobrar pelo envio de faturas em papel.

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“Os operadores terão que disponibilizar, sem quaisquer encargos, aos assinantes que o solicitem, uma fatura que inclua o detalhe mínimo e a informação definidos pela Anacom, seja qual for o suporte e o meio utilizado. Essas faturas, bem como as faturas sem detalhe ou com detalhe inferior, devem ser emitidas e enviadas aos assinantes sem quaisquer encargos, independentemente de serem em papel ou eletrónicas”, refere a Anacom esta sexta-feira, em comunicado.

A medida visa tornar mais transparentes as cláusulas contratuais no setor das telecomunicações, nomeadamente no que diz respeito aos períodos de fidelização. Trata-se do período através do qual o cliente fica obrigado a pagar o serviço, em troca de benefícios atribuídos pelas operadoras, como a oferta da instalação, por exemplo.

Segundo a Anacom, empresas como a Meo, Nos e Vodafone “terão que incluir na fatura informação sobre a possibilidade de os consumidores contestarem os valores faturados, com indicação do prazo e dos meios que poderão usar para o fazer, esclarecendo os clientes que o serviço não será suspenso nos casos em que os valores sejam objeto de reclamação por escrito, fundamentada na inexistência ou na inexigibilidade da dívida”, lembra o regulador das telecomunicações.

A medida da entidade liderada por João Cadete de Matos vem ainda impedir que as operadoras cobrem aos utilizadores pela emissão de faturas em papel. O tema foi polémico há um ano, quando a Meo, detida pela Altice Portugal, anunciou que iria passar a cobrar um euro pela emissão da fatura em papel, uma medida que, explicou, pretendia incentivar os clientes a aderir à fatura eletrónica, que é mais ecológica (e que permite poupanças às empresas).

No entanto, o regulador contra-argumenta: “Existem segmentos da população menos preparados para acompanhar a digitalização e utilizar meios eletrónicos, caso dos cidadãos sem acesso à internet ou com baixo conhecimento da respetiva utilização, que são também frequentemente, cidadãos com menor nível de escolaridade e/ou menores rendimentos”.

A fatura em papel tem de ser, assim, enviada sem qualquer custo desde que os clientes “solicitem ao seu operador o envio de faturas com o detalhe mínimo definido pela Anacom”, conclui o mesmo comunicado.

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