Bots já fazem mira a empregos de programadores, diz Paulo Rosado, CEO do unicórnio OutSystems

No terceiro dia do Web Summit, o CEO da OutSystems subiu ao palco para explicar como tem o mundo da programação evoluído e deixou um aviso: nem os empregos dos programadores estão seguros.

Os robôs vão roubar aos empregos aos humanos? Segundo Paulo Rosado, nem os programadores estarão a salvo. No terceiro dia do Web Summit, o presidente executivo da OutSystems subiu ao palco para explicar como tem evoluído o mundo da programação nos últimos 50 anos, e deixou um aviso: “Há quem diga que o próximo passo é o desaparecimento dos programadores”. Isto à conta da Inteligência Artificial. E se tal acontecer, o empreendedor já deixa um conselho: “Mais vale aproveitar a vida com um bom copo de vinho”.

“Nos últimos 50 anos, os clientes passaram a pedir [o desenvolvimento de] software em dias, às vezes minutos”, salientou o CEO do segundo unicórnio português. Segundo Paulo Rosado, nesse mesmo período de tempo, essa procura foi acompanhada pelo desenvolvimento de bots que avaliam o código fonte escrito pelos programadores e preveem os próximos passos desses especialistas.

“Até agora, tínhamos bots a assistir programadores mas, agora, estamos a abdicar da arquitetura do software, adiantou o empreendedor notando que, nesse cenário de perda de funções, o papel desses especialistas passou a ser o de perceber as vontades e intenções dos utilizadores, de modo a orientar os bots.

Mas, e se mesmo esse papel for absorvido por mecanismos automáticos? Pois bem, já “há quem diga que o próximo passo seja o desaparecimento dos programadores”, disse Rosado. Em vez desses humanos, serão os próprios bots a avaliar as necessidades dos utilizadores, através dos dados recolhidos automaticamente pelos dispositivos, explicou.

“[Se isso acontecer], mais vale aproveitar a vida com um bom copo de vinho”, concluiu Paulo Rosado.

A OutSystems é uma empresa que desenvolve soluções para desenvolvimento e manutenção de aplicações de forma mais rápido. Em junho, o fundo de investimento KKR e o banco Goldman Sachs investiram 360 milhões de dólares na tecnológica, fazendo a sua avaliação tocar nos 1.000 milhões de dólares. Assim nasceu o segundo unicórnio português.

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