Príncipe francês aumenta proposta. Oferece 159 milhões pela Comporta

  • ECO
  • 23 Julho 2018

Louis-Albert de Broglie elevou proposta em 40 milhões de euros, passando a ter vantagem sobre as ofertas dos outros dois consórcios.

O aristocrata francês Louis-Albert de Broglie aumentou o valor da sua proposta para a compra do fundo fechado da Herdade da Comporta, passando, assim, a deter o valor mais alto das três propostas, avança o Expresso (acesso pago). Numa carta enviada esta segunda-feira à Gesfimo, o interessado explica que a sua proposta inicial apresenta uma “componente variável”, envolvendo um aumento à volta dos 40 milhões de euros.

Sendo 27 de julho o prazo para avaliar as propostas, o príncipe francês decidiu aumentar a sua. Detendo inicialmente a oferta mais baixa — 115 milhões de euros –, atrás do consórcio Claude Berda/Paula Amorim com 156,4 milhões e do consórcio Oakvest/Portugália com 155,9 milhões, passa assim a deter a oferta mais elevada.

Na carta enviada à sociedade gestora, Louis-Albert de Broglie refere que a proposta apresentada a 4 de maio tinha também uma “componente variável” e que, para além de passar a ser a mais elevada, é a melhor em termos financeiros, uma vez que privilegia, contrariamente às restantes, “a biodiversidade da paisagem, empregos permanentes e bem pagos que vão desenvolver a região”, servindo “a economia local“. Somado a isso propõe ainda a criação de uma fundação para apoiar projetos locais.

O filho do Duque de Broglie pretende desenvolver na Herdade da Comporta um projeto assente na agricultura biológica, com o objetivo de “gerar economia e trabalho às pessoas que vivem neste território”. A ideia de Louis-Albert de Broglie é criar nos terrenos sete centros dedicados a produção biológica, incubação de startups de alimentação saudável, conferências, reciclagem ou medicina reconetiva, além de um museu de arte contemporânea em forma de arca de Noé e uma escola Blue School, assente na reconexão com a natureza.

Esta operação tem merecido destaque em vários jornais, devido aos valores elevados e entidades que inclui. Na semana passada, a Gesfimo decidiu nomear como preferida a proposta do consórcio Oakvest/Portugália, mas o Novo Banco decidiu alterar essa decisão e avaliar todas as propostas esta sexta-feira, durante a assembleia-geral, uma vez que tem uma participação de cerca de 15% no fundo da Comporta.

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