Melhores propostas oferecem 156 milhões pela Comporta

  • ECO
  • 7 Julho 2018

O consórcio entre a Vanguard Properties e Paula Amorim, a holding Oakvest e o aristocrata francês Louis-Albert de Broglie são os três interessados em comprar a Comporta.

A assembleia dos participantes do fundo da Herdade da Comporta vai votar, no dia 27 de julho, as três ofertas de compra que essa mesma sociedade recebeu nos últimos meses. O Expresso (acesso pago) avança, este sábado, que a disputa será entre duas propostas que oferecem contrapartidas muito semelhantes, ambas em torno dos 156 milhões de euros.

Há três propostas em cima da mesa. Uma é da Vanguard Properties, detida pelo milionário francês Claude Berda, que está associado à gestora portuguesa Paula Amorim. A holding Oakvest, controlada pelo empresário inglês Mark Holyoake e associada à família Carvalho Martins (dona da cadeia de restaurantes Portugália), apresentou outra das propostas. A terceira foi apresentada pelo aristocrata francês Louis-Albert de Broglie.

Segundo o Expresso, a proposta de Broglie prevê um único pagamento em dinheiro, no valor de 115 milhões de euros. Já a da Oakvest e Portugália totaliza 155,9 milhões de euros, repartidos por um cheque de 36,5 milhões e a assunção dos 119,4 milhões da dívida da Herdade da Comporta à Caixa Geral de Depósitos (CGD).

Por fim, a Gesfimo, sociedade que gere o fundo da Comporta, considera que a proposta de Claude Berda e Paula Amorim totaliza 147,4 milhões: 28 milhões em dinheiro e a assunção dos 119,4 milhões de dívida à CGD. Este consórcio assegura, contudo, que a proposta vale, na verdade, 156,4 milhões. Isto porque a oferta em dinheiro da Oakvest prevê a aquisição dos ativos da subsidiária DCR & HDC (sociedade detida pelo fundo da Comporta que desenvolve atividade imobiliária), enquanto a proposta Berda e Amorim não inclui os créditos do fundo sobre a DCR & HDC (avaliados em 8,2 milhões) nem os lotes das Casas da Encosta (avaliados em 852 mil euros).

Numa apresentação enviada aos participantes do fundo da Comporta, este consórcio argumenta, assim, que “ao contrário do que é sugerido pelo fundo, quando corretamente comparada, a proposta apresentada pelo consórcio é a que aporta mais valor”. Além disso, argumenta que esta é a proposta que “melhor defende os interesses não só dos participantes do fundo, bem como dos credores e da própria região de Alcácer do Sal e Grândola, dado que dispõe dos meios económicos e financeiros e know-how para ali desenvolver um resort único em Portugal”.

Já Mark Holyoake, da Oakvest, contrapõe ao Expresso que a sua proposta “será significativamente superior” às restantes, “por uma margem de 30%”. E acrescenta: “A oferta foi desenhada para ajudar os credores que perderam dinheiro em resultado do colapso da banca”.

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