Governo quer proibir descontos superiores a 3% nas farmácias
O Ministério da Saúde quer proibir as farmácias de praticarem descontos superiores a 3%, uma medida que pretende proteger os pequenos estabelecimentos.
O Ministério da Saúde quer proibir descontos acima dos 3% nos medicamentos sujeitos a receitas médicas, uma medida que visa proteger as pequenas farmácias, tendo em conta que, atualmente, há estabelecimentos a praticar descontos de 10%, 15% e até 20%. A Autoridade da Concorrência não concorda com esta intenção, argumentando que poderá afetar “o grau de concorrência existente”.
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De acordo com um projeto de despacho do Ministério da Saúde, no futuro, as farmácia serão proibidas de praticar descontos superiores a 3% nos medicamentos não comparticipados, adiantou o Público (acesso pago). “Os trabalhos sobre esta matéria ainda estão a decorrer”, disse ao jornal o gabinete do ministro da Saúde. Para o ministério, esta medida vem proteger as pequenas farmácias, especialmente as localizadas nas zonas mais interiores, uma vez que há estabelecimentos a praticar descontos de até 20% para atrair clientes.
Mas, para a Autoridade da Concorrência, as coisas não são bem assim, defendendo a necessidade de “preservar o grau de concorrência atualmente existente”, algo que é “indispensável a uma afetação eficiente de recursos e ao bem-estar dos consumidores”. A Direcção-Geral das Atividades Económicas admite que, embora seja uma medida adequada para farmácias “em territórios de grande densidade”, o impacto será reduzido nos estabelecimentos onde a oferta é menor.
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