Novo Banco recomprou 4,74 mil milhões em obrigações

O banco de transição concluiu com sucesso a operação que é condição essencial para a concretização da venda ao fundo Lone Star.

O Novo Banco concluiu com sucesso a operação de recompra de obrigações. Em comunicado ao regulador do mercado, o banco de transição informa que os credores aceitaram trocar 4,74 mil milhões de euros em obrigações, valor que vai permitir constituir uma almofada de capital de cerca de 500 milhões de euros. Era uma das condições essenciais para a concretização da venda ao fundo norte-americano Lone Star.

“O montante nominal agregado: (i) dos Valores Mobiliários em relação aos quais foram emitidas e não revogadas Declarações de Aceitação válidas nos termos das Ofertas nas Séries em que a Deliberação Extraordinária não foi aprovada, e (ii) dos Valores Mobiliários de cada Série relativamente às quais foi aprovada a Deliberação Extraordinária é €4.742.867.393, do qual o montante nominal agregado de €1.871.369.393 foi emitido pelo Novo Banco, sucursal de Londres“, refere o comunicado enviado, esta madrugada, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O banco liderado por António Ramalho pretendia recomprar cerca de 8,3 mil milhões de euros em dívida. O montante que conseguiu recomprar fica, assim, abaixo do objetivo de 75% que o Novo Banco tinha traçado, mas a instituição considera, ainda assim, que ficou satisfeita a condição (de uma poupança de 500 milhões de euros) para se avançar com a venda ao Lone Star. Fica apenas a faltar a luz verde das instituições europeias.

"Todas as condições precedentes ao contrato celebrado entre o Fundo de Resolução e a Lone Star para a compra e venda de 75% do capital social do Novo Banco foram satisfeitas ou renunciadas.”

Novo Banco

Resultado da oferta de recompra de obrigações

“Apesar de a condição de participação mínima não ter sido atingida, a Lone Star e o Fundo de Resolução acordaram que os níveis finais de aceitação das ofertas (…) terão como efeito a satisfação automática da condição precedente relevante estabelecida no contrato de compra e venda da Lone Star, uma vez concluídas as ofertas e as propostas“. Assim, “o Novo Banco decidiu renunciar à condição de participação mínima”, acrescenta o comunicado.

O banco conclui que “todas as condições precedentes ao contrato celebrado entre o Fundo de Resolução e a Lone Star para a compra e venda de 75% do capital social do Novo Banco foram satisfeitas ou renunciadas (ou serão, assumindo que as ofertas se concluirão e que as proposta se implementarão, imediatamente satisfeitas ou renunciadas)”. Também as condições necessárias para que a Comissão Europeia aprove a operação “serão automaticamente satisfeitas aquando da conclusão do processo formal de aprovação pela Comissão Europeia” do acordo de princípio que foi alcançado com o Lone Star e o Fundo de Resolução.

A liquidação destas obrigações vai ser feita ainda esta quarta-feira, dia 4 de outubro.

Notícia atualizada pela última vez às 7h30 com mais informação.

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