Patrões aceitam estratégia do pós-2020, sindicatos preferem falar do presente

  • Lusa
  • 26 Setembro 2017

O Governo quer a participação dos parceiros sociais para preparar a negociação com Bruxelas dos fundos comunitários no pós-2020. Os patrões aceitam. Os sindicatos querem resolver os problemas atuais.

As confederações patronais anunciaram que subscrevem as prioridades do Governo para o próximo quadro comunitário de apoio, mas as centrais sindicais defenderam que, antes de falar do futuro, é preciso avaliar os problemas do presente.

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher

As posições dos parceiros sociais foram conhecidas esta tarde, após uma audição da concertação social sobre os fundos comunitários pós 2020, onde estiveram presentes o primeiro-ministro, António Costa, e vários ministros.

À saída do encontro, o presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, disse que “o documento de reflexão” apresentado pelo Governo aos parceiros sociais tem a concordância da associação que lidera.

“Subscrevemos o documento” e “apoiamos o Governo nesta sua determinação em exigir a Bruxelas a manutenção da política de coesão”, disse António Saraiva aos jornalistas.

Para a CIP, o próximo quadro comunitário deverá ser focado em três grandes áreas: a qualificação dos recursos humanos, a inovação do tecido empresarial e o investimento, acrescentou António Saraiva.

O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), Vieira Lopes, disse não ter “discordâncias de fundo” e que aceita “globalmente” o documento do Governo para o Pós-2020, mas defendeu que há pontos que devem ser “aprofundados”.

“Pensamos que é em torno do ordenamento do território que deve ser reestruturada a política económica portuguesa”, afirmou Vieira Lopes.

Do lado das centrais sindicais, tanto a CGTP como a UGT, defenderam que, antes da discussão da estratégia para os fundos comunitários para depois de 2020, é preciso olhar para a atual década.

“A preparação do futuro começa com a resposta aos problemas do presente”, como “o desequilíbrio das relações laborais, a acentuação das desigualdades e o empobrecimento”, declarou o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos.

Para o líder da CGTP, a criação de emprego com qualidade devia ser a prioridade do futuro quadro comunitário, mas “surge neste projeto num quadro secundarizado”.

Também a presidente da UGT, Lucinda Dâmaso, defendeu que há ainda “muito trabalho a fazer” até 2020.

“É fundamental que haja um aumento dos salários, uma política fiscal mais justa” e que o salário mínimo seja aumentado, considerou a presidente da central sindical, acrescentando, por outro lado, que “é importantíssimo a UGT fazer parte” da discussão sobre o próximo quadro comunitário de apoio.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Patrões aceitam estratégia do pós-2020, sindicatos preferem falar do presente

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião