3008 é Carro do Ano (cá e lá fora). Porquê?

O primeiro 3008 teve o mérito de ser... diferente. E a segunda geração? Também. Dá um salto em frente no cada vez mais concorrido segmento dos SUV médios.

A oferta é grande. Quem, por estes dias, pensa em comprar um SUV médio tem propostas para todos os gostos e feitios — e também a tentação das marcas de luxo. A Nissan, com o Qashqai, que em breve será renovado, mantém a coroa, mas ainda antes de atualizada o seu best seller, enfrenta concorrência de peso. É que o novo 3008 tem muitos argumentos para gritar vitória.

Se na primeira geração era o look irreverente que atraia muitos portugueses para o 3008, nesta segunda esse aspeto diferenciador continua a marcar pontos. Gostos não se discutem, mas dificilmente alguém fica indiferente de cada vez que o novo 3008 passa. No ensaio que o ECO fez, o 3008 parecia estar num qualquer desfile de moda. Todos olham. Percebe-se porquê. Uma frente de leão, um estilo atlético na lateral e uma traseira high tech. Tudo misturado, funciona.

O estilo que evoca o… Evoque, da Land Rover, vai, de alguns pontos de vista, fazer-nos pensar que estamos perante um SUV de gama superior. E quando se abre a porta, esse feeling mantém-se, o que explica que o 3008 seja Carro do Ano, cá, e também lá fora. Depende, claro, da versão, mas no Allure, que o ECO testou (que custa mais do que os 32.750 euros de base para o 1.6 HDI), os estofos em pele marcam a diferença, mas os materiais usados na consola também revelam um crescente cuidado da marca francesa que reforçou neste novo 3008 a aposta na tecnologia. Quem vai ao volante conta com enormes ecrãs para controlar tudo.

Se no ecrã central há a informação sobre a climatização, rádio e navegação, em frente do condutor há… o que se quiser. O i-Cockpit é um must. Tem vários modos, desde apresentar apenas a velocidade, até uma série de informações sobre o veículo (como os consumos…) e a navegação. Se não quiser nenhum dos pré-definido, personalize. É muito fácil.

A combinação perfeita

A Peugeot tem vários motores disponíveis para o 3008. Vão desde o pequeno bloco A gasolina, com 130 cv, até aos diesel, os preferidos dos portugueses: há o 1.6 e o 2.0 BlueHDI. O 1.6, que tem vindo a sofrer atualizações, promete ser o eleito. E é uma ótima escolha para quem faz uma utilização diária do automóvel, polvilhando o casa-trabalho-casa com algumas viagens por auto-estrada (e este é Classe 1, com ou sem o leitor automático para as portagens).

Responde bem a qualquer solicitação, seja numa ultrapassagem em plena cidade quando o carro da frente vai a “pisar ovos”, seja em vais rápidas em que se precisa um pouco mais de potência. E faz tudo isto com consumos que facilmente ficam abaixo da fasquia dos seis litros aos 100 km — o ECO não se esforçou para fazer menos. A marca tem a homologação para quatro litros, mas é sempre preciso dar algum desconto.

Tem um motor que responde, e tem uma base à altura? Tem. O 3008 mostrou-se sempre estável, mesmo em entradas em curva com velocidades um pouco superiores ao habitual. O chassis mantém o SUV na linha, sendo que quando as coisas começam a descansar estão lá os sistemas de ajuda para corrigir os excessos. Estão lá mas não são intrusivos.

Caixa automática? É o hábito

Grande parte dos condutores nacionais, e ainda muitos europeus, não dispensam a manete da caixa de velocidades — os americanos passam-se com aquela coisa que tem uns números e o extra. Mas as marcas estão a tentar mudar o hábito. Daí que, depois das fabricantes de gamas superiores, as restantes estejam a tentar libertar os condutores dessa tarefa rotineira com caixas automáticas.

A Peugeot tem a caixa de seis velocidades manual, mas a automática custa pouco mais. Vale a pena? Depende. Nas primeiras relações, fica-se sempre com a sensação que estamos perante rotações a mais do que devia… e nota-se. Apesar da insonorização bem executada, nesses momentos o barulho do motor é bem percetível. Passadas as primeiras relações, fica tudo suave. As passagens são suaves. Entramos em velocidade cruzeiro até ao destino. Chegados lá, é deixar a tecnologia estacionar. Ou estacionar à moda antiga mas com a ajuda preciosa das câmaras traseira e dianteira. O 3008 acaba por caber onde parecia não valer sequer a tentativa.

PUB

Comentários ({{ total }})

3008 é Carro do Ano (cá e lá fora). Porquê?

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião