Ativos geridos por robôs superaram 80 mil milhões de dólares em 2016

O aconselhamento disponibilizado aos investidores por robot advisors é uma realidade em crescimento, apesar de ainda não ter destronado a opinião de especialistas de "carne e osso".

As máquinas substituem cada vez mais o homem nas funções de trabalho. Uma realidade que se tem vindo a instalar em força também no mundo da gestão de ativos. Segundo a Bloomberg, em 2016, o montante de ativos geridos por robot advisors — software que gere portefólios de ativos com base em algoritmos e sem intervenção humana — superou a fasquia dos 80 mil milhões de dólares.

Os quatro maiores operadores norte-americanos desta indústria aumentaram em quase 80% os ativos geridos, em 2016, com dois deles — Charles Schwab Corp e Betterment — a mais do que duplicarem a fatia detida, revelam dados compilados pela agência de notícias. Todos os operadores afirmaram que os robot advisors dos Estados Unidos — que conseguem construir portefólios de investimento por uma fração do custo inerente à atividade de corretores tradicionais — terminaram o ano passado com 83 mil milhões de dólares (cerca de 78 mil milhões de euros) em ativos.

"Já ouvimos muito ruído acerca da possibilidade destas empresas virem a substituir os gestores tradicionais, mas até agora tal não aconteceu.”

Scott Smith

Cerulli

Parece ser um valor muito elevado? Sim pode parecer, apesar de não ser antecipado que as máquinas venham a substituir os humanos nesta área de negócio, nem tão cedo. Os ativos geridos pelas corretoras e gestoras norte-americanas, estavam estimados em 19,2 biliões de dólares (cerca de 18 biliões de euros), no final de 2015, segundo cálculos do Aite Group, uma consultora de Boston. “Já ouvimos muito ruído acerca da possibilidade destas empresas virem a substituir os gestores tradicionais, mas até agora tal não aconteceu”, afirmou Scott Smith, diretor de aconselhamento da Cerulli, que estima que a indústria dos robots advisors atinja 385 mil milhões de dólares (cerca de 360 mil milhões de euros), em 2021.

O grupo Vanguard, o maior participante do mercado de aconselhamento via computadores, detinha 52 mil milhões de dólares sob gestão nesse segmento no final de 2016, o que constitui um crescimento de 68% face ao que se verificava no início daquele ano. A oferta da empresa é um híbrido que combina tecnologia com o aconselhamento humano, que está disponível por telefone ou vídeo chat.

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