Vieira da Silva: Salário mínimo não determina crescimento do emprego mas tem alguma influência

Ministro Vieira da Silva fala sobre salário mínimo no ECO Talks.

O ministro do Trabalho afirmou hoje que o salário mínimo não determina o crescimento do emprego mas admite que tenha alguma influência. “Não é o salário mínimo que determina o crescimento do emprego” mas “não vou dizer que não tem influência nenhuma”, afirmou Vieira da Silva no ECO Talks.

O governante frisou que a economia está a criar emprego e isso acontece “num contexto de subida do salário mínimo”.

Em troca do aumento do salário mínimo dos atuais 530 para 557 euros em 2017, o Governo prometeu reduzir a TSU dos empregadores que suportam esta subida mas Vieira da Silva não vê esta medida como forma de “subsidiação”. E aponta para o seu impacto. A subida do salário mínimo gera um acréscimo de contribuições “na ordem dos 80 milhões de euros mas depois há “uma devolução” de “cerca de metade”, afirmou.

Para Vieira da Silva, esta não é uma “situação desequilibrada” e salienta que a ambição é que o salário mínimo se aproxime de um rendimento “digno” e que, ao mesmo tempo, “isso seja comportável para as empresas”.

Qualificações altas com salários baixos é a dimensão que mais preocupa

O ministro nota que as empresas “não são todas iguais” e que este aumento não é “marginal”. Neste sentido, também admite que no futuro, este modelo possa aproximar-se mais “dessa necessidade”.

Para o ministro, uma medida como esta talvez se justifique mais pela dimensão das qualificações e não tanto pelo valor do salário. Existem pessoas com qualificações mais elevadas que recebem baixos salários, referiu Vieira da Silva, acrescentando: “é a distorção que mais me preocupa”.

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