Solar ‘sobe’ em julho a principal fonte de eletricidade pela primeira vez em Portugal
O mês de julho ficou marcado por um feito inédito no setor da eletricidade: pela primeira vez, a geração de fonte solar foi a que teve mais peso na produção de eletricidade a nível nacional.
No mês de julho, a produção de energia solar foi a tecnologia dominante no abastecimento do sistema elétrico português, algo inédito no país. Já olhando ao período que se estende desde o início do ano, a energia solar ocupa apenas o terceiro lugar do pódio.
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No sétimo mês do ano, a produção renovável assegurou 53% do consumo, sendo que a energia solar foi responsável por 19% dessa energia, seguindo-se a hídrica com 16%, a eólica com 13%, e a biomassa com 5%. A produção não renovável abasteceu 13% do consumo, enquanto os restantes 34% corresponderam a energia importada.
Já olhando aos primeiros sete meses do ano, a produção renovável assegurou 68% do consumo. Neste horizonte, a energia fotovoltaica ‘cai’ para terceiro lugar entre as que mais contribuíram para a geração. A lista é encabeçada pela hidroelétrica, com 27%, eólica, com 24%, fotovoltaica, com 12%, e biomassa, com 5%. Já a produção a gás natural abasteceu 14% do consumo, sendo os restantes 18% assegurados por energia importada.
Já no que diz respeito ao consumo, em julho, o consumo de energia elétrica manteve a tendência de crescimento verificada ao longo do ano, registando um aumento homólogo de 3% (1,8%, após correção dos efeitos da temperatura e do número de dias úteis). Nos primeiros sete meses do ano, o consumo acumulado aumentou 3,5% face ao mesmo período do ano anterior (3,1%, após correção dos efeitos da temperatura e dos dias úteis).
No mercado de gás natural, em oposição, registou-se em julho uma quebra homóloga de 7,3%, refletindo a contração de 20% no segmento da produção de energia elétrica. No segmento convencional, que abrange os restantes consumidores, verificou-se uma evolução homóloga ligeiramente positiva, de 0,1%. Durante o mês, o terminal de GNL de Sines assegurou integralmente o abastecimento do sistema nacional, sendo cerca de dois terços do gás importado provenientes da Nigéria e o restante dos Estados Unidos.
Também nos primeiros sete meses do ano, o consumo acumulado de gás natural registou um crescimento global de 4,1%, refletindo um aumento de 0,3% no segmento convencional e de 14% no segmento da produção de energia elétrica. A Nigéria e os Estados Unidos mantiveram-se como as principais origens do gás natural consumido em Portugal, representando, respetivamente, 53% e 33% do total.
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