Luxemburgo tem o salário mínimo mais alto da UE. Bulgária tem o mais baixo

Eurostat atualiza os dados dos salários mínimos praticados no Velho Continente e indica que variam agora entre os 2.771 euros fixados no Luxemburgo e os 620 euros da Bulgária.

Os salários mínimos praticados pelos Estados-membros da União Europeia (UE) variam entre 620 euros mensais na Bulgária e 2.771 euros no Luxemburgo, de acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pelo Eurostat. Em Portugal, a retribuição mínima garantida é, neste momento, de 920 euros (1.073 euros, considerando 12 pagamentos), partilhando a 12.º posição da tabela comunitária com a Grécia.

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“A 1 de julho de 2026, 22 dos 27 países da UE tinham um salário mínimo nacional. Havia cinco países da UE sem um salário mínimo nacional: Dinamarca, Itália, Áustria, Finlândia e Suécia. Os mínimos mensais variam significativamente na UE: de 620 euros na Bulgária até 2.771 euros no Luxemburgo“, informa o gabinete de estatísticas, num destaque publicado esta sexta-feira.

Seis Estados-membros praticam salários mínimos acima de 1.500 euros mensais (considerando 12 pagamentos). Além do já referido Luxemburgo, estão neste grupo Irlanda, Alemanha, Países Baixos, Bélgica e França, conforme o gráfico abaixo.

Por outro lado, oito dos países da UE têm salários mínimos entre mil e 1.500 euros mensais (12 pagamentos). São eles Eslovénia, Espanha, Lituânia, Polónia, Chipre, Grécia, Portugal e Croácia.

Em Portugal, o salário mínimo nacional subiu em janeiro para 920 euros (cerca de 1,073 euros, considerando os 12 pagamentos utilizados pelo Eurostat), sendo que tem aumentado anualmente desde 2015, sem interrupção. Ainda assim, não tem conseguido melhorar na comparação europeia, já que outros países estão a ser capazes de acelerar mais as suas retribuições mínimas garantidas.

De acordo com o Eurostat, os demais oito países da UE com salários mínimos fixados praticados valores abaixo dos mil euros mensais (12 pagamentos). Em causa estão Malta, Estónia, Chéquia, Eslováquia, Hungria, Roménia e Letónia, além da já referida Bulgária.

O Eurostat adianta também que, entre julho de 2016 e julho de 2026, foi na Lituânia que se registou a taxa de crescimento anual média mais elevada (+11,7%), seguindo-se a Roménia (+11,6%), Bulgária (+11,2%), Polónia (+10,4%) e Hungria (+10,0%).

Em contraste, França registou a taxa menos expressiva (+2,4%), estando também Malta (+3,2%), Luxemburgo (+3,7%) e Bélgica (+3,8%) na base desta tabela.

Salário mínimo alemão mantém-se o campeão do poder de compra

Não basta ver os valores absolutos dos salários mínimos dos vários países europeus. Há que perceber também o poder de compra associado a essas remunerações, considerando que em cada um desses Estados-membros são praticados preços diferentes.

Também esses dados foram divulgados esta sexta-feira pelo Eurostat. Neste caso, a liderança vai para o salário mínimo alemão, ocupando o luxemburguês o segundo lugar do ranking. Já o salário mínimo com menor poder de compra é, neste momento, o da Estónia. Na base da tabela, estão também a Bulgária e a Letónia.

E Portugal? O salário mínimo luso ocupa a 13.ª posição da tabela, em linha com o que já tinha registado em janeiro e no ano passado.

Do mesmo grupo em que aparece Portugal constam também, segundo o Eurostat, a Lituânia, Croácia, Roménia, Grécia, Chipre, Malta, Eslováquia, Hungria e Chéquia.

Nos países onde não há salários mínimos fixados por lei, cabe principalmente à negociação coletiva balizar o mínimo remuneratório praticado. Em Portugal, é o Governo que estabelece anualmente esse limite, depois de ouvir a Concertação Social. Para 2027, está acordado um novo aumento de 50 euros, mas esse acréscimo ainda poderá ser revisto em alta.

(Notícia atualizada às 11h41)

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