FIFA responde que “ninguém está a vender o futebol”. UEFA, federações americanas e asiáticas já rejeitaram o plano de Infantino
"Sem o apoio da maioria das associações-membros, as atividades comerciais da FIFA permaneceriam inalteradas", garante a entidade. A UEFA, a CONCACAF e a AFC já rejeitaram o plano.
A FIFA declarou esta sexta-feira que “ninguém está a vender o futebol”, assegurando que tal “não é algo que a FIFA alguma vez pudesse equacionar”. A declaração surge em resposta à UEFA e às suas 55 associações nacionais, que anunciaram que não participarão nas competições da FIFA caso os planos para a criação da FIFA Forward Enterprise (FFE) se mantenham. A CONCACAF — que reúne as federações da América do Norte, Central e Caraíbas — e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) também já vieram a público rejeitar o plano de Gianni Infantino.
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Para rebater a tese da UEFA de que as federações estão a enfrentar um “ultimato”, o organismo liderado por Gianni Infantino assegura que o projeto depende do voto das federações. “Sem o apoio da maioria das associações-membro, as atividades comerciais da FIFA permaneceriam inalteradas e a FFE não seria criada“, sublinha a FIFA, lamentando que o processo tenha sido “perturbado por notícias incorretas”. Segundo a BBC, as três confederações que já manifestaram oposição à proposta somam 136 das 211 associações da FIFA, o que, caso votassem em bloco, seria suficiente para inviabilizar a proposta.
“Todos têm o direito de expressar a sua oposição e de solicitar esclarecimentos adicionais, mas nenhuma entidade individual pode pretender representar todas as 211 associações-membro de todo o mundo”, destaca a entidade, afirmando que a proposta é apenas “o ponto de partida do processo de consulta” e que pode ser aprovada, alterada ou rejeitada.
Em termos operacionais, a proposta prevê a transferência das atividades comerciais e de eventos para uma empresa subsidiária que a FIFA “deteria e controlaria permanentemente”. O valor gerado seria redistribuído por todas as federações:
- FIFA Forward (2027-2030): Cada associação receberia 20 milhões de dólares (cerca de 17,39 milhões de euros) de financiamento para o desenvolvimento, “independentemente do seu apoio individual” ao projeto.
- FIFA Fast Forward (Opcional): Um programa extraordinário de financiamento pontual de mais 20 milhões de dólares por federação. A FIFA garante que a adesão é voluntária — caso a criação da FFE avance — e que a verba será captada através de investimento externo, “sem ceder o controlo nem alterar de forma alguma a estrutura de governação”.
De acordo com a imprensa internacional, a FIFA deu até 19 de setembro aos seus membros para aprovar o plano. Em protesto contra os planos da federação, Carlos Cordeiro, conselheiro da FIFA e um dos representantes do organismo na Casa Branca durante o Mundial, apresentou esta sexta-feira a sua demissão.
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