Lucros da REN sobem 42% para 93,4 milhões até junho apesar dos danos da Kristin

Empresa liderada por Rodrigo Costa explica que a melhoria no resultado líquido se deveu à subida no EBITDA, efeitos cambiais favoráveis e impostos mais baixos. Consumo de eletricidade foi recordista.

A REN – Redes Energéticas Nacionais registou um lucro de 93,4 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, o que representa uma subida de 42% em relação aos primeiros seis meses do ano passado, apesar dos danos nas infraestruturas de energia causadas pelo comboio de tempestades.

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A empresa liderada por Rodrigo Costa explica que a melhoria do resultado líquido foi impulsionada por um lucro operacional mais elevado (+27,6 milhões de euros), bem como “melhores resultados financeiros (+2,8 milhões de euros), principalmente devido a efeitos cambiais favoráveis, juros de recuperação da taxa e custos de financiamento mais baixos, bem como impostos mais baixos (-1,3 milhões de euros)”.

Entre as boas notícias esteve a eliminação da CESE – Contribuição Extraordinária sobre o Setor Energético no setor do gás, mas o IRC – Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas aumentou 13,2 milhões.

EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) fixou-se em 284,2 milhões de euros, após crescer 10,8% em termos homólogos, segundo o relatório financeiro divulgado esta quinta-feira pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O investimento total da REN aumentou 23,1% para 184,6 milhões por uma maior alocação de capex nas redes de eletricidade e gás, bem como em ativos internacionais. Já as transferências para a base de ativos regulados (RAB – Regulated Asset Base) atingiram os 89,2 milhões de euros, perfazendo um aumento expressivo de 77,2%, devido à entrada em funcionamento de grandes projetos, nomeadamente a interligação entre Ponte de Lima e Espanha.

Entre janeiro e junho, a dívida da REN desceu para apenas 0,7% para 2,382.8 milhões de euros.

Consumo de eletricidade foi o mais elevado de sempre

Nos primeiros seis meses de 2026, o consumo de eletricidade atingiu o valor mais elevado de sempre registado no sistema nacional num primeiro semestre: 27,2 terawatts-hora (TWh), mais 0,9 TWh do que o anterior máximo, em 2025. Este valor representa um crescimento homólogo de 3,5% – ou de 3,3% com correção dos efeitos da temperatura e do número de dias úteis.

A produção renovável assegurou 70,4% do consumo, repartida entre a produção hidroelétrica, com 29%, a eólica, com 26%, a fotovoltaica com 11% e a biomassa com 5%. A produção a gás natural assegurou 14% do consumo, enquanto os restantes 15% corresponderam ao saldo importador.

“Resultado da aposta no desenvolvimento de energias renováveis e da competitividade dos agentes de produção nacionais, durante os primeiros seis meses de 2026, o preço médio do mercado grossista elétrico em Portugal foi de 48,8 euros por megawatt-hora (MWh), cerca de 2% inferior ao verificado em Espanha e 26% menor face ao preço grossista em França”, lê-se na síntese das contas da REN.

No mercado de gás natural, o consumo acumulado aumentou 6,1% face ao período homólogo, refletindo o crescimento de 21% no segmento de produção de energia elétrica e a subida de 0,3% no segmento convencional.

Notícia atualizada às 17h29 com mais informação

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