X de Elon Musk chega a acordo com anunciantes após batalha jurídica de dois anos
A decisão acontece após a empresa mãe da rede social X ter levado marcas como a Mars, a Nestlé e a Lego, assim como a WFA, a tribunal em 2024.
A rede social X e a World Federation of Advertisers (WFA) chegaram esta quarta-feira a um acordo que põe fim ao litígio iniciado pela empresa detida por Elon Musk em 2024, avançam os meios internacionais. O processo acusava grandes marcas internacionais — como a Nestlé, a Mars e a Lego — e a associação representativa dos anunciantes de terem coordenado um alegado boicote ilegal contra a plataforma.
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Num comunicado conjunto, a X Corp e a WFA afirmam que estão a “deixar o litígio para trás”. Acrescentam que o acordo “reinicia a relação entre as duas organizações”. “A WFA e o X estão totalmente alinhados na visão de que as marcas, as plataformas e os consumidores beneficiarão de inovações na segurança de marca”, pode ler-se ainda. Não foram divulgados os termos.
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A disputa surgiu após a queda abrupta das receitas publicitárias do X, após a sua aquisição por Elon Musk no valor de 44 mil milhões de dólares (cerca de 38,6 mil milhões de euros) em 2022.
Nas alegações iniciais, a X Corp sustentava que o grupo de anunciantes tinha conspirado para desviar “milhares de milhões de dólares” de receitas publicitárias dirigidas à rede social. Em contrapartida, as marcas visadas defenderam a sua autonomia comercial, sublinhando o direito de escolher onde investir os seus orçamentos, em vez de serem forçadas a apoiar uma plataforma específica.
No centro do diferendo estava a Global Alliance for Responsible Media (Garm), uma iniciativa criada pela WFA em 2019 –na sequência dos atentados de Christchurch transmitidos em direto no Facebook — com o objetivo de “ajudar a indústria a enfrentar o desafio do conteúdo ilegal ou nocivo em plataformas digitais e a sua monetização através de publicidade”.
Desde o início do processo, a WFA rejeitou ter coordenado qualquer boicote, mas acabou por extinguir a Garm em agosto de 2024, escassos dias após o início da ação judicial, alegando que os custos financeiros do processo tinham esgotado as suas finanças e recursos e que a Garm era uma pequena iniciativa sem fins lucrativos. A organização declarou esta quarta-feira que não iria “criar ou reiniciar a Garm nem qualquer iniciativa semelhante”.
Apesar de a justiça federal norte-americana ter arquivado o caso por considerar que a X não demonstrou o tipo de prejuízo concorrencial exigido para sustentar uma ação deste tipo, a empresa de Musk interpôs um recurso em abril. As partes optaram agora por encerrar o litígio através de um acordo.
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