BCP mantém ritmo e lucra 566 milhões no primeiro semestre

Primeiro semestre seguiu tendência anterior e permite ao maior banco privado dar sequência aos resultados recorde.

O BCP lucrou 565,5 milhões de euros no primeiro semestre do ano, mantendo no segundo trimestre a tendência já bem visível nos resultados dos três primeiros meses de 2026.

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Depois de, em 2025, o maior banco privado português ter atingido um resultado líquido recorde, acima dos mil milhões de euros, a instituição subiu o lucro do primeiro semestre em 12,7%, face ao período homólogo, anunciou esta quarta-feira Miguel Maya, CEO.

A margem financeira evoluiu de forma positiva, mas a melhor performance veio das comissões, crescendo 5,8%, acima do que aconteceu com os custos. Ainda assim, em conferência de imprensa, Miguel Maya salientou que este aumento do valor conseguido nas comissões “não teve um efeito de preçário, mas sim de um grande aumento de atividade, de utilização de serviços pelos nossos clientes”.

Enquanto os “proveitos core” cresceram 4%, os custos aumentaram de forma mais intensa, 5,4%. O resultado líquido foi ajudado também por uma redução de provisões e imparidades, face ao registado um ano antes. Dentro desta rubrica, destaca-se claramente a descida das provisões para riscos legais relativos a crédito hipotecário em francos suíços, concedidos pelo banco polaco do BCP: foram menos 136 milhões face ao primeiro semestre de 2025.

Em termos de grupo, consolidado, o crédito a clientes cresceu 8,3% e os recursos captados de clientes aumentaram 9,8%. Ainda assim, o rácio de transformação está abaixo de 70% e Miguel Maya admite que gostaria que fosse superior, ou seja, que mais recursos possam ser transformados em crédito.

Depois de 2025 ter trazido os melhores resultados de sempre para o banco, Miguel Maya não quer dar ‘guidance’ para o que resta deste ano. Porém, lembra que “em termos semestrais, estes foram os melhores”, pelo que o caminho está aberto para um novo máximo. Já o CEO diz apenas que “estamos confiantes em cumprir” o plano estratégico, que em algumas metas já supera o objetivo final.

Lembrando que o contexto internacional continua muito incerto, “não damos nada por adquirido, mas estamos claramente a cumprir com o plano que apresentámos ao mercado, ou a superar”.

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