Merz exige “cortes” significativos no orçamento da UE. E ataca Bruxelas por querer reforçar equipa

  • Tiago Martins d'Oliveira
  • 28 Julho 2026

O chanceler alemão considera “inaceitável” a criação de 2.500 novos empregos nas instituições europeias e defende cortes “em todas as áreas” na proposta orçamental da Comissão.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, defendeu cortes de “várias centenas de milhões de euros” na proposta de orçamento da União Europeia (UE), apresentada por Bruxelas, e considerou “inaceitável” e “desequilibrado” o plano de reforçar em 2.500 pessoas a equipa das instituições do bloco.

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher

“Precisamos de um projeto de orçamento com cortes em todas as áreas — totalizando várias centenas de milhares de milhões de euros. Estes cortes são essenciais”, afirmou Merz, durante uma conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, citado pelo Politico.

Questionado pelo mesmo jornal sobre se o valor correspondia aos 400 mil milhões de euros em reduções orçamentais sugeridos num documento alemão no final do mês passado, o chanceler recusou detalhar a proposta, remetendo para as negociações em curso.

Merz criticou também o plano da Comissão Europeia de reforçar o número de funcionários das instituições europeias, uma medida que Bruxelas justifica com o aumento da carga de trabalho provocado pelas atuais crises geopolíticas. “É inaceitável que sejam agora criados 2.500 novos lugares para as instituições europeias. Não vamos aceitar isso”, sublinhou.

O chanceler alemão argumentou que a Alemanha está a reduzir em 8% o número de funcionários públicos até 2029, numa altura em que Berlim defende uma contenção da despesa pública.

A Irlanda, que assume a presidência semestral do Conselho da União Europeia, terá agora de apresentar uma nova proposta orçamental antes da cimeira de líderes europeus marcada para outubro. O primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, terá pela frente o desafio de aproximar posições entre a Alemanha e os países que defendem um orçamento europeu mais elevado, como Itália, Espanha e Polónia.

Na conferência de imprensa, o líder irlandês mostrou-se reticente em responder às exigências alemãs, limitando-se a dizer que iria “ouvir atentamente o chanceler sobre o que é importante para ele e para a Alemanha”.

“Acredito que, se todos abordarmos a tarefa com o espírito correto, um acordo deverá ser possível até ao final do ano”, referiu Micheál Martin, citado pelo Politico.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Merz exige “cortes” significativos no orçamento da UE. E ataca Bruxelas por querer reforçar equipa

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião