Luca de Meo, CEO da Kering: “Há espaço para reduzir o número de fornecedores”

  • Lina Santos
  • 28 Julho 2026

O CEO do grupo Kering, que detém marcas como Gucci e Yves Saint Laurent, quis falar sobre preços e qualidade na apresentação dos resultados do primeiro semestre de 2026. Há mudanças em curso.

A indústria do luxo chegou ao seu teto em termos de preço? 2025 e o que levamos de 2026 deixou algumas pistas e esta terça-feira, Luca de Meo, chief executive officer do grupo Kering, detentor de maisons como Gucci, Yves Saint Laurent, McQueen ou, nas joias, Boucheron, falou sobre a questão do preço dos produtos de luxo e da sua elasticidade. “Estamos aqui para vender sonhos e excelência. A minha mensagem é simples: somos bem conscientes do mercado e que temos de oferecer um produto criativo, de qualidade e ao preço certo”.

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher

“Vamos continuar a alinhar o preço com a intenção de compra e desejo”, garantiu na apresentação.

A fórmula para o fazer passa pelo encerramento ou relocalização de lojas. “Estamos a fazer o trabalho para vender mais. E vender mais em menos metros quadrados”, sublinhou, mas tal como estão a redesenhar o mapa de lojas (só este ano já encerraram mais de 80 espaços por todo o mundo), as mudanças que estão a introduzir na Kering passam também pela cadeia de abastecimento e produção.

“Há espaço para reduzir o número de fornecedores”, avançou, lembrando dados que o grupo tinha apresentado no início do ano: trabalham com cerca de 4 mil fornecedores. “25% dos fornecedores fazem mais de 90% do trabalho”, repetiu. “A cadeia de fornecimento em Itália tem muitas camadas, o que nos dará segurança de resposta na cadeia de abastecimento”, disse.

Lica de Meo assegurou que querem voltar a um antigo padrão de qualidade. “Na marroquinaria, para dar um exemplo, tínhamos uma certa qualidade. A dado momento, decidiu mudar-se e agora estamos a voltar a um tipo de pele ainda melhor do que o primeiro”, assegurou. “Somos uma casa de luxo, só há um nível de qualidade que nos interessa – a excelência”.

“Vamos concentrar a nossa produção”, acrescentou ainda. O objetivo, explicou, “é dar oportunidade de criar um padrão muito preciso, claro, para toda a gente”. Segundo Luca de Meo, a Kering tem 37 fábricas e “quando fazemos é mais fácil controlar a qualidade, porque podemos embeber o conceito desde o primeiro momento”, defendeu.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Luca de Meo, CEO da Kering: “Há espaço para reduzir o número de fornecedores”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião