Draycott prepara venda da Purever de Nelas
Desde 2022 que o grupo industrial português faz parte do portefólio da gestora de ativos liderada por João Coelho Borges. A cargo da operação estará o banco de investimento William Blair.
A gestora de ativos portuguesa Draycott, que tem fundos de investimento de capital de risco e private equity, está a preparar a venda do grupo industrial Purever, que tem sedes no concelho de Nelas e também em Madrid, avança esta terça-feira o jornal Expansión.
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O grupo especializado em isolamento técnico, refrigeração e ambientes controlados contratou o banco de investimento William Blair como consultor financeiro desta operação, que poderá avaliar a empresa em mais de 300 milhões de euros, de acordo com a publicação do país vizinho.
Liderada por João Coelho Borges, a Draycott, que investiu pela primeira vez na Purever em 2022, terá iniciado os preparativos para proceder à alienação depois do verão, segundo as fontes do Expansión. O ECO sabe que a Draycott está a explorar opções estratégicas para este ativo, mas o calendário ainda não está definido.
Entre os projetos em curso da Purever estão, por exemplo, contratos com a Microsoft na Irlanda, Google na Áustria ou a Fuji na Dinamarca, bem como para as farmacêuticas Lilly na Irlanda e Espanha e Novo Nordisk em França ou até para a nova fábrica de baterias da Tata para a Jaguar, bem como a Rover no Reino Unido.
Foi no arranque de 2024 que a Draycott notificou a Autoridade da Concorrência da compra do controlo exclusivo sobre a holding do grupo Purever Industries, onde trabalham mais de mil pessoas.
A Purever foi criada em 2001 no âmbito de um Management Buy Out (MBO) sobre a Dagard Ibérica, tem oito fábricas: duas em Portugal e as restantes em França, Espanha, Itália e Estados Unidos. No ano passado, a Purever Industrial Solutions teve um volume de negócios de 46,5 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de faturação na ordem dos 22,5% em termos homólogos. Os lucros fixaram-se em 2,8 milhões de euros, após prejuízos no ano anterior.
O ECO contactou a Draycott, que não quis fazer comentários.
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