BRANDS' ECO “O mais importante é perceber, respeitar e tentar entrar na cultura dos diferentes mercados”
A inovação e a aposta nos Estados Unidos marcaram a estratégia de internacionalização da PICadvanced. Agora, a empresa quer reforçar a presença naquele mercado e expandir-se na Ásia.
Distinguida pelo Santander e pela COTEC Portugal pelo seu percurso de internacionalização, a PICadvanced partilha os fatores que sustentaram a sua expansão para os mercados externos, o papel da inovação na diferenciação da empresa e os próximos objetivos de crescimento.
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Qual foi a decisão mais determinante para transformar a vossa empresa num negócio internacional?
A PICadvanced dedica-se, desde o seu início, ao desenvolvimento e à comercialização de componentes para redes de fibra ótica até casa. Essas redes e componentes geralmente seguem normas específicas – standards – para que as redes de todo o mundo funcionem de forma análoga (tal como as pen USB funcionam em todos os computadores do mundo), obrigando a PICadvanced a ver-se como uma empresa internacional desde o início. Dentro desse panorama é relevante segmentar as geografias que mais interessavam e a aposta nos Estados Unidos tornou-se mais ou menos clara desde o início tendo sido talvez essa orientação uma das decisões mais importantes na nossa rota de internacionalização.
Que papel teve a inovação na conquista de novos mercados e na diferenciação face aos concorrentes internacionais?
Para uma empresa tecnológica como a PICadvanced, onda a inovação está no centro de todo o seu crescimento, este é o ponto que temos de usar para nos diferenciarmos em relação aos concorrentes. Apesar do aspeto e funcionalidades gerais serem iguais aos competidores, para garantir interoperabilidade em todo o mundo, no interior do produto existem fatores diferenciadores que os operadores poderão utilizar tais como um menor consumo de potência ou características de segurança únicas. Tal como uma rua com diversas lojas de camisolas, todas com o mesmo formato e cor, a PICadvanced destacar-se-ia pela qualidade do tecido permitir mais ou menos conforto térmico, oferecendo mais valor aos clientes.

Que mercado internacional mais vos surpreendeu e porquê?
Todos os mercados são diferentes, mas talvez o mercado Japonês ou Sul Coreano por serem mais conservadores e onde o choque com a cultura e tipo de vendas de uma start-up pode ser maior. O mais importante é perceber, respeitar e tentar entrar na cultura dos diferentes mercados que queremos, sendo o mais comum, utilizarmos um agente local para nos ajudar a navegar.
Depois deste reconhecimento, qual é o próximo grande objetivo da vossa estratégia de internacionalização?
Este reconhecimento é visto como uma validação do trabalho feito até ao momento, devemos então continuar a apostar numa estratégia similar sendo que o foco agora será reforçar a presença no mercado dos Estados Unidos e conseguir sedimentar a expansão para o mercado Asiático (Japão / Coreia do Sul).
Que conselho deixariam a outras empresas nacionais que queiram internacionalizar-se?
Aconselharia sempre a um plano sustentado país a país e mesmo dentro do país região a região, sempre com muito contacto pessoal para estabelecer boas relações no ecossistema, respeitando e tentando entrar nos valores de cada mercado. É um passo de crescimento para a empresa como também pessoal, uma vez que os gestores desempenham um papel determinante na concretização da ambição e da capacidade de expansão que caracterizam muitas empresas portuguesas.
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