Exames. Professores vão receber um euro por resposta corrigida e 12 euros por reapreciação

Governo anuncia verba extra para professores classificadores de exames: um euro por resposta corrigida e 12 euros por prova revista. Pedidos de reapreciação mais do que duplicaram face a 2025.

O ministro Educação, Fernando Alexandre, assinou esta segunda-feira um despacho que determina o pagamento de um euro por cada resposta classificada e de 12 euros por cada prova reapreciada a todos os professores classificadores dos exames finais nacionais do ensino secundário.

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A medida aplica-se às classificações da 1.ª fase, da 2.ª fase e da época especial dos exames. Além disso, o despacho prevê o pagamento de 10 euros por cada prova classificada em suporte físico, nomeadamente nas disciplinas de Geometria Descritiva e Desenho A, e de 18 euros por cada prova classificada no âmbito de reclamação.

Em comunicado, o Ministério liderado por Fernando Alexandre justifica a decisão com a introdução do modelo de classificação eletrónica por item, no âmbito da digitalização da avaliação externa, considerando que esta alteração representou uma mudança significativa nos procedimentos dos professores classificadores e nos processos associados à classificação.

O ministério refere ainda que a “operacionalização deste processo exigiu, adicionalmente, a mobilização de um número significativo de docentes em cada fase de realização das provas”, incluindo a 2.ª fase, cujas classificações decorrem durante o período de férias de agosto, e a época especial, que se realiza entre 3 e 8 de setembro, fora do calendário regular dos exames nacionais.

Segundo o Governo, a medida pretende reconhecer o trabalho desenvolvido pelos professores classificadores e relatores, num ano em que a generalização da classificação eletrónica decorreu com constrangimentos que dificultaram o processo de correção.

Professores classificadores vão receber:

  • 1 euro por cada resposta classificada;
  • 10 euros por cada prova classificada em suporte físico (Geometria Descritiva e Desenho A);
  • 12 euros por cada prova classificada no âmbito de reapreciação;
  • 18 euros por cada prova classificada no âmbito de reclamação.

O compromisso de remunerar o esforço dos professores num contexto de particular exigência, o que implicou para muitos docentes trabalhar aos fins de semana e em horário noturno“, é apontado pelo ministério como fundamento para a compensação financeira agora aprovada.

Questionado pelo ECO sobre o custo da medida, o Ministério da Educação não respondeu até ao fecho deste artigo.

O executivo recorda ainda que “esta medida enquadra-se nas políticas de valorização dos professores adotadas pelo Governo desde abril de 2024, reconhecendo o papel central que desempenham no sistema educativo e o caráter especial da sua carreira”.

O despacho foi conhecido no mesmo dia em que Fernando Alexandre revelou que ainda existem cerca de 170 exames nacionais por classificar e que foram apresentados cerca de 15 mil pedidos de reapreciação das provas da primeira fase, mais do dobro dos 6.200 registados no ano passado. Apesar do aumento das reapreciações e dos atrasos na correção, o ministro assegurou que os problemas registados não irão prejudicar o acesso dos alunos ao ensino superior.

(Notícia atualizada às 21h32 com mais informação)

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