Sindicatos criticam “pequena atualização salarial” na ANA/Vinci

  • Lusa
  • 24 Julho 2026

O Sitava indica que a subida de 2,2% é “tão diminuta, que nem sequer compensa a inflação verificada em 2025, o que significa que os trabalhadores da ANA, mais uma vez, vão perder poder de compra”.

Os sindicatos dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava) e Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (Sintac) criticaram a “pequena atualização salarial” aplicada pela ANA/Vinci, de 2,2%, de acordo com dois comunicados.

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“O Sitava tomou conhecimento ontem [quinta-feira], em reunião convocada pela empresa, e em simultâneo com um comunicado distribuído a todos os trabalhadores, que a empresa decidiu implementar hoje, por ato de gestão, uma pequena atualização salarial referente ao ano de 2026”, indicou a estrutura sindical.

Segundo o Sitava, a atualização anunciada é “tão diminuta, que nem sequer compensa a inflação verificada em 2025, o que significa que os trabalhadores da ANA, mais uma vez, vão perder poder de compra”.

Por sua vez, o Sintac deu conta da decisão da empresa de aplicar, no processamento salarial de julho, “um aumento de 2,2%, com efeitos retroativos a janeiro de 2026, bem como de atualizar as anuidades e o subsídio de refeição”.

Para o sindicato, “após vários meses sem qualquer atualização salarial”, o aumento anunciado fica “aquém das legítimas expectativas dos trabalhadores”. O Sintac defendeu que “uma atualização de 2,2%, inferior à inflação de 2,3%, não garante a recuperação do poder de compra e não corresponde à valorização esperada num ano marcado por resultados financeiros muito elevados”.

O Sitava indicou ainda que “a administração vai mais longe”, revelando que no comunicado que enviou aos trabalhadores, “insinua que este aumento reduzido se deve à alegada demora na conclusão das negociações do novo Acordo de Empresa”.

“É preciso dizer com toda a clareza que é a ANA que arrasta estas negociações há mais de cinco anos, recusando sistematicamente propostas equilibradas, ignorando matérias essenciais e bloqueando avanços que são indispensáveis para garantir condições de trabalho dignas”, criticou. O Sintac disse que a sua posição sobre esta questão “permanece clara”, salientado que “os aumentos salariais de 2026 e a negociação do Acordo de Empresa são matérias distintas”.

“A decisão agora anunciada pela empresa confirma, aliás, que era possível atualizar os salários sem aguardar pela conclusão do Acordo de Empresa”, destacou, salientando que “qualquer valorização adicional não pode ser utilizada como contrapartida para a aceitação de propostas que retirem direitos, fragilizem carreiras ou penalizem os trabalhadores”.

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