Apoio fiscal aos combustíveis volta a subir na próxima semana

  • ECO
  • 24 Julho 2026

O gasóleo terá um desconto adicional de 1,5 cêntimos e a gasolina de 0,85 cêntimos para atenuar a subida dos preços dos combustíveis antecipada pelo setor para a próxima semana.

O Governo decidiu subir o apoio fiscal em 1,5 cêntimos no caso do gasóleo e de 0,85 cêntimos na gasolina na próxima semana. Na portaria, publicada esta sexta-feira em Diário da República, o executivo justifica a mexida no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) devido ao “aumento extraordinário do preço dos combustíveis decorrente do impacto da crise geopolítica e militar no Médio Oriente nos preços do petróleo”.

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Na próxima semana, segundo a portaria, passam assim a vigorar descontos para o gasóleo rodoviário e gasolina sem chumbo “de 75,25 euros e de 55,00 euros por 1.000 litros, respetivamente”.

A decisão do Governo, assinada pelas áreas das Finanças e Ambiente, surge no dia em que o setor apontou para uma subida do gasóleo, o combustível mais vendido no país, de nove cêntimos por litro na próxima semana e de três cêntimos no caso da gasolina. Mesmo com os descontos decididos pelo Governo, que atenuam a subida da fatura na hora de abastecer o carro, é provável que tanto a gasolina como o gasóleo fiquem acima da marca de dois euros por litro.

A cotação do brent, referência para a Europa, ultrapassou esta semana de novo os 100 dólares com a escalada militar no Médio Oriente a abrir uma segunda frente que está a pressionar ainda mais os preços do petróleo: a ameaça de bloqueio dos houthis a navios sauditas no acesso ao Mar Vermelho, num momento em que o Estreito de Ormuz voltou a fechar dado os ataques consecutivos dos EUA ao Irão.

Esta sexta-feira, o preço do brent até corrigiu – caiu 3,88% para 96,78 dólares – com as notícias de que o Paquistão, com o apoio da China, estava a tentar reavivar as negociações diplomáticas entre os EUA e o Irão. No caso do WTI, petróleo intermédio do Texas, desceu 3,12% para 89,31 dólares o barril. Ainda assim, no balanço da semana, a cotação do brent disparou mais de 9%.

Para o apoio fiscal, o Executivo estabeleceu o limiar nos dez cêntimos de subida face à semana de 2 a 6 de março, antes do ataque conjunto dos EUA e de Israel ao Irão, que levou ao alargamento do conflito pelo Médio Oriente e ao bloqueio do Estreito de Ormuz.

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